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CRISE POLÍTICA

Peru chama para consultas embaixadores nos países que apoiam Castillo

Anúncio foi feito pela chanceler Ana Cecilia Gervasi em cerimônia oficial

AFP
Por AFP
Peru convoca  para consulta embaixadores em Argentina, Bolívia, Colômbia e México
Peru convoca para consulta embaixadores em Argentina, Bolívia, Colômbia e México - Foto: Jhonel Rodriguez | AFP

O Peru anunciou, nesta quinta-feira, 15, que chamou para consultas os seus embaixadores em Argentina, Bolívia, Colômbia e México, em rechaço à declaração desses governos, que pediram a restituição de Pedro Castillo na Presidência, destituído após uma tentativa fracassada de autogolpe.

"Com a senhora Presidente da República [Dina Boluarte], convocamos para consultas em Lima nossos Embaixadores em Argentina, Bolívia, Colômbia e México, em reação à intromissão nos assuntos internos do Peru", anunciou a chanceler Ana Cecilia Gervasi em uma cerimônia oficial.

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Na segunda-feira, esses quatro países expressaram apoio a Castillo e pediram respeito à vontade popular em um comunicado conjunto. "Exortamos aqueles que integram as instituições a se absterem de reverter a vontade popular expressa com o livre sufrágio", diz a nota.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, reiterou na terça-feira que, para o seu país, "Pedro Castillo continua sendo o presidente", pois foi eleito pela via democrática.

Na diplomacia, a convocação para consultas acontece quando um país chama de volta seu próprio embaixador para que informe sobre algum aspecto pontual. É um gesto utilizado habitualmente para expressar mal-estar com alguma situação específica.

Castillo foi destituído no dia 7 de dezembro pelo Congresso, depois de uma tentativa fracassada de autogolpe de Estado, com o qual ele pretendia fechar o Parlamento e governar por decreto.

O ex-presidente peruano, um professor rural distante das elites peruanas, foi detido quando se dirigia à embaixada mexicana para solicitar asilo.

A vice-presidente Dina Boluarte assumiu o poder constitucionalmente, mas enfrenta agora grandes protestos de associações e organizações de camponeses e indígenas, que exigem sua renúncia, a libertação de Castillo e eleições imediatas.

A violência derivada das manifestações, com bloqueio de aeroportos e estradas, já deixou pelo menos sete mortos e 200 feridos. As autoridades decretaram estado de emergência, com a participação das Forças Armadas no controle da segurança pública.

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