"Pílula antirressaca" é colocada à venda no Reino Unido

Suplemento promete eliminar cerca de 70% do álcool do organismo em cerca de uma hora

Publicado quinta-feira, 07 de julho de 2022 às 20:24 h | Atualizado em 07/07/2022, 20:24 | Autor: Da Redação
Danos causados pelo álcool ao organismo não são minimizados com o uso do suplemento
Danos causados pelo álcool ao organismo não são minimizados com o uso do suplemento -

A empresa sueca Myrkl colocou à venda, no Reino Unido, uma pilula conhecida por ser "antirressaca". O suplemento em questão atua na flora intestinal e promete eliminar cerca de 70% do álcool do organismo em cerca de uma hora. 

De acordo com as informações do fabricante, a recomendação é de que a pílula seja ingerida em duas unidades, com antecedência de no mínimo uma hora e, no máximo, doze horas antes de começar a beber.

Com o método, apenas uma pequena parcela do álcool ficaria circulando na corrente sanguínea do indivíduo, resultando também em uma diminuição dos efeitos causados pela bebida como a sensação de relaxamento e de euforia.

O intuito primordial da pílula seria evitar a ressaca. Assim, os danos causados pelo álcool ao organismo não são minimizados com o uso do suplemento. 

As pílulas agem no intestino e, por isso, não impede que o corpo tenha consequências da ingestão de bebidas alcoólicas, como dor de estômago, náuseas e desidratação.

Estudo

A pesquisa foi realizada com 24 jovens saudáveis, que tomavam duas pílulas ou placebo diariamente durante uma semana. Assim, eles ingeriram uma quantidade de álcool que variava entre 50 ml e 90 ml, a depender do peso do indivíduo, e eram monitorados por duas horas.

Mesmo com o cenário positivo, com 70% de redução nos primeiros 60 minutos, a metodologia se demonstrou fraca, uma vez que 10 das 24 pessoas apresentaram níveis anormalmente baixos de álcool na corrente sanguínea, sendo descartadas. Além disso, os resultados também variaram bastante entre os participantes, reduzindo a precisão do estudo. 

Por último, o tempo de administração do remédio no estudo é diferente do recomendado para os consumidores, uma vez que durante a pesquisa a substância foi ingerida durante sete dias e para o público em geral o fabricante recomenda uma antecedência máxima de doze horas.

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