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'Sinais de recessão aumentam na Alemanha', diz Bundesbank

Instituição monetária prevê que PIB alemão recuará "sensivelmente no quarto trimestre"

AFP
Por AFP
Presidente do Banco Central alemão, Joachim Nagel, antecipou uma previsão similar ao início de setembro
Presidente do Banco Central alemão, Joachim Nagel, antecipou uma previsão similar ao início de setembro - Foto: Reprodução

A Alemanha entrou em uma fase de "queda líquida, generalizada e duradoura" da economia - avaliou o Bundesbank, o Banco Central alemão, observando que "os sinais de recessão estão aumentando".

Isso se deve, principalmente, às "condições gerais de oferta econômica - em particular, o fornecimento de energia - que se deterioraram consideravelmente como consequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", afirma o órgão monetário em seu boletim mensal publicado na segunda-feira, 19.

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Tanto a inflação, que continua em alta - quase 8% ao ano em agosto - quanto a incerteza sobre o abastecimento de energia e seus custos afetarão os setores "energéticos" que dependem, sobretudo, do gás, prejudicando suas exportações e investimentos, "mas também o consumo privado e os prestadores de serviços dependentes de energia", diz o Bundesbank.

Devido à interrupção das entregas de gás russo à Alemanha, do qual o país dependia em 55% antes da guerra na Ucrânia, a situação do abastecimento para esta energia fóssil "será extremamente tensa nos próximos meses", adverte o Bundesbank.

A instituição monetária prevê que, após uma alta modesta de 0,1% no segundo trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão recuará "sensivelmente no quarto trimestre" e, "provavelmente, no primeiro trimestre do ano que vem".

Quando há dois trimestres consecutivos de queda do PIB, considera-se que se trata de um quadro de recessão técnica.

O presidente do Banco Central alemão, Joachim Nagel, antecipou uma previsão similar ao início de setembro, considerando “possível uma queda em recessão no final do ano e no início de 2023”.

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