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CIÊNCIA

Sol libera explosões magnéticas e ameaça satélites, apontam cientistas

Região 4136 já liberou explosões magnéticas e pode impactar redes nos próximos dias

Isabela Cardoso
Por Isabela Cardoso
Planeta Terra
Planeta Terra - Foto: Freepik

Uma mancha solar altamente ativa, identificada como Região 4136, está se deslocando para a face do Sol externo à Terra e acende o sinal de alerta para possíveis tempestades solares nos próximos dias.

A entrega foi registrada em 10 de julho pelo astrofotógrafo francês Philippe Tosi, com o uso do filtro H-alfa, que evidencia explosões solares no comprimento de onda do hidrogênio, o principal elemento presente no Sol.

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As primeiras análises mostram que a região já emitiu explosões de classe M, um nível médio de intensidade que pode interferir nas comunicações via rádio e provocar instabilidades em satélites e redes elétricas. Agora, cientistas observam com atenção a presença de manifestações ainda mais peculiares: as chamadas Bombas de Ellerman.

O que são as Bombas de Ellerman?

Descobertas no início do século XX pelo astrônomo Ferdinand Ellerman, essas bombas solares ocorrem em camadas inferiores da atmosfera do Sol. São originadas por processos chamados de reconexões magnéticas, em que linhas de campo magnético se rompem e se reestruturam, liberando uma quantidade de energia equivalente a centenas de milhares de bombas nucleares.

Segundo o site Olhar Digital, a aproximação dessa mancha solar ativa à Terra representa um risco crescente de eventos climáticos espaciais, especialmente se houver aumento na frequência ou na intensidade dessas erupções.

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Por que isso é importante para o cotidiano?

A atividade solar intensa pode parecer distante, mas impacta diretamente tecnologias essenciais do dia a dia:

  • Satélites de baixa órbita podem sofrer mais arrasto, alterando sua trajetória e desempenho.
  • As redes elétricas terrestres são vulneráveis à sobrecarga causada por picos eletromagnéticos.
  • Sistemas de comunicação críticos, como os usados por pilotos, navios e serviços de emergência, podem ser temporariamente interrompidos durante tempestades solares, como R3 ou superiores.

Além disso, o monitoramento científico da Região 4136 permite que instituições como NOAA, NASA e centros de pesquisa globais testem modelos de previsão solar, antecipem riscos e emitam alertas em tempo real para mitigar os efeitos no planeta.

A previsão para as próximas semanas inclui monitoramento intensivo do comportamento dessa região solar. Caso as explosões magnéticas aumentem de intensidade, podemos enfrentar propostas tecnológicas e testes de resiliência em sistemas globais.

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Clima Espacial Espaço e Astronomia Tecnologia e Ciência

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