NOVIDADE
Supermercados vão pagar por latas e garrafas vazias; entenda
Iniciativa faz parte de um esforço para reduzir o descarte irregular de lixo

Por Edvaldo Sales

O Reino Unido vai implementar um novo modelo de gestão de resíduos que prevê o pagamento pela devolução de latas e garrafas vazias em estabelecimentos comerciais. A iniciativa faz parte de um esforço para reduzir o descarte irregular de lixo em centros urbanos, áreas rurais e ambientes marinhos.
O programa, aprovado pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra), será baseado no Sistema de Depósito e Retorno (SDR), mecanismo que estimula a reciclagem por meio de incentivos financeiros. Consumidores que devolverem embalagens de bebidas usadas em pontos autorizados receberão uma compensação em dinheiro.
Após a coleta, as embalagens serão encaminhadas para reciclagem. Os locais de devolução incluirão grandes redes de supermercados, como Tesco, Asda, Morrisons e Sainsbury’s, além de lojas de conveniência e bancas de jornal espalhadas pelo país.
De acordo com o Defra, a previsão é que o sistema entre em funcionamento a partir de outubro de 2027 na Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte. A medida segue exemplos já adotados em outros países, como Alemanha, Suécia e República da Irlanda, que utilizam modelos semelhantes para ampliar os índices de reciclagem e reduzir o impacto ambiental.
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Relação com o Brasil
Brasil e Reino Unido vêm fortalecendo suas relações institucionais e econômicas nos últimos anos. Em setembro do ano passado, representantes dos dois países se reuniram em Brasília para celebrar os 200 anos de relações diplomáticas e discutir parcerias estratégicas.
Na ocasião, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou o papel da cooperação internacional no avanço econômico do país.
“Este encontro histórico reforça a força da economia brasileira e nosso compromisso com a inovação. Com a Nova Indústria Brasil, que prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos até 2026, estamos avançando em transição energética, transformação digital e competitividade industrial. É assim que transformamos oportunidades em crescimento e abrimos caminho para uma parceria estratégica de longo prazo com o Reino Unido”, afirmou.
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