INTERNACIONAL
Trump desafia papel da ONU ao lançar Conselho da Paz
Presidente dos EUA, Donald Trump fez discurso durante formalização do Conselho de Paz, criado por ele

Por Yuri Abreu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que quando a "América vai bem, o mundo vai bem", durante discurso em evento que formalizou o Conselho de Paz, nesta quinta-feira, 22, em meio a realização do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
O grupo, criado pelo mandatário norte-americano, pode esvaziar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que vem tendo dificuldades a chegar em consensos para resolver conflitos espalhados pelo mundo. "Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo", afirmou Trump ao criticar a entidade.
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Na sua fala, além de fazer um balanço do primeiro ano da sua segunda gestão à frente da Casa Branca, Trump ressaltou os esforços realizados pelos EUA no sentido de encerrar conflitos em diversas partes do mundo.
"Este é o encontro mais importante de todos, para o Conselho de Paz. Nós já resolvemos oito guerras, mas seguimos fazendo reuniões e tendo progressos, o que é muito importante. Estamos tendo um mandato incrível. Nunca tivemos um governo com tantas conquistas em 12 meses. A nossa economia está 'bombando'. Quando a América vai bem, o mundo vai bem", afirmou.
Ainda segundo o presidente dos EUA, ainda há alguns incêndios ao redor do mundo para apagar, mas nada como havia há um ano, quando ele assumiu novamente o cargo. Ele destacou, por exemplo, a invasão à Venezuela, no início deste mês, que acabou culminando com a prisão do então presidente, Nicolás Maduro.
Trump terá "amplos poderes"
Entre os presentes ao evento que formalizou o Conselho de Paz estavam os presidentes da Argentina, Javier Milei; do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliye; da Indonésia, Prabowo Subianto; e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban.
Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do conselho, inclusive Lula, que ainda não respondeu ao convite. De acordo com o estatuto do conselho obtido pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes.
Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados pelo presidente dos EUA. A comunidade internacional, no entanto, teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de "ONU paralela" e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.
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