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INTERNACIONAL

Trump desafia papel da ONU ao lançar Conselho da Paz

Presidente dos EUA, Donald Trump fez discurso durante formalização do Conselho de Paz, criado por ele

Yuri Abreu

Por Yuri Abreu

22/01/2026 - 7:57 h
Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que quando a "América vai bem, o mundo vai bem", durante discurso em evento que formalizou o Conselho de Paz, nesta quinta-feira, 22, em meio a realização do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O grupo, criado pelo mandatário norte-americano, pode esvaziar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que vem tendo dificuldades a chegar em consensos para resolver conflitos espalhados pelo mundo. "Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo", afirmou Trump ao criticar a entidade.

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Na sua fala, além de fazer um balanço do primeiro ano da sua segunda gestão à frente da Casa Branca, Trump ressaltou os esforços realizados pelos EUA no sentido de encerrar conflitos em diversas partes do mundo.

"Este é o encontro mais importante de todos, para o Conselho de Paz. Nós já resolvemos oito guerras, mas seguimos fazendo reuniões e tendo progressos, o que é muito importante. Estamos tendo um mandato incrível. Nunca tivemos um governo com tantas conquistas em 12 meses. A nossa economia está 'bombando'. Quando a América vai bem, o mundo vai bem", afirmou.

Ainda segundo o presidente dos EUA, ainda há alguns incêndios ao redor do mundo para apagar, mas nada como havia há um ano, quando ele assumiu novamente o cargo. Ele destacou, por exemplo, a invasão à Venezuela, no início deste mês, que acabou culminando com a prisão do então presidente, Nicolás Maduro.

Trump terá "amplos poderes"

Entre os presentes ao evento que formalizou o Conselho de Paz estavam os presidentes da Argentina, Javier Milei; do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliye; da Indonésia, Prabowo Subianto; e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban.

Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do conselho, inclusive Lula, que ainda não respondeu ao convite. De acordo com o estatuto do conselho obtido pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes.

Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados pelo presidente dos EUA. A comunidade internacional, no entanto, teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de "ONU paralela" e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.

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