'CRIME DE GUERRA'
Venezuela investiga mortes provocadas por ofensiva militar dos EUA
Governo venezuelano ainda não divulgou números oficiais de mortos ou feridos na operação

Por Gustavo Nascimento

A Venezuela anunciou nesta terça-feira, 6, a nomeação de três procuradores para investigar as mortes provocadas pelo ataque militar dos Estados Unidos ao país, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada do último sábado, 3.
“Nós, do Ministério Público, nomeamos três procuradores para investigar as dezenas de vítimas civis e militares inocentes que morreram durante este crime de guerra, esta agressão sem precedentes contra a pátria venezuelana”, afirmou Tarek William Saab, procurador-geral da Venezuela, durante uma cerimônia oficial que marcou o início de um novo mandato de cinco anos da Assembleia Nacional.
O governo venezuelano ainda não divulgou números oficiais de mortos ou feridos na ofensiva estadunidense.
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Por sua vez, o chefe do Ministério Público classificou a ação como uma violação grave do direito internacional, afirmando que essa foi a primeira agressão militar direta de uma potência estrangeira contra o território venezuelano em mais de 200 anos.
Denúncia de sequestro internacional
Durante o evento, Saab também criticou a detenção de Maduro nos Estados Unidos e pediu para que Alvin Hellerstein, o juiz responsável pelo processo contra o líder venezuelano em Nova York, reconheça a “absoluta falta de jurisdição” da Justiça norte-americana para julgar um chefe de Estado em exercício.
Além disso, Saab exigiu a libertação imediata do chavista e da esposa, convocando a comunidade internacional a condenar o que chamou de terrorismo de Estado. “Que cessem todas as violações dos direitos humanos cometidas contra o presidente, sua esposa e o povo venezuelano”, destacou.
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