NOVO ÁLBUM
Cantora baiana lança álbum inspirado por memória e ancestralidade
Novo trabalho da artista indígena reúne canções construídas a partir de vivências
A cantora e compositora Beatriz Tuxá lançou o álbum 'Moleira Fechada', trabalho que reúne canções desenvolvidas ao longo de diferentes momentos de sua trajetória e que tem como eixo central temas ligados à memória, identidade, território e espiritualidade.
O disco está disponível nas plataformas digitais desde 20 de maio e teve show de lançamento realizado na Aldeia Tuxá, em Ibotirama.
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Natural de Ibotirama, na Aldeia Tuxá, a artista construiu sua relação com a música a partir das experiências familiares e comunitárias.
O contato com cantos, referências musicais presentes no ambiente doméstico e a participação em festivais escolares e apresentações de calouros contribuíram para que encontrasse na música uma forma de expressão.
Álbum foi construído a partir de diferentes experiências
Segundo a proposta do projeto, 'Moleira Fechada' não surgiu de um único processo criativo. As composições foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo, reunindo experiências, reflexões e vivências que acabaram formando um conjunto conectado por um mesmo tema: a memória.
O título do álbum está relacionado à ideia de proteção, consciência e firmeza espiritual, conceitos que aparecem de diferentes formas ao longo das faixas.
A cantora explica que o trabalho busca estabelecer uma conexão entre elementos individuais e coletivos, relacionando histórias pessoais a questões ligadas à ancestralidade e ao pertencimento.
Canções transitam entre diferentes referências
Musicalmente, o disco reúne influências diversas. Os cantos indígenas e a relação com a natureza dialogam com elementos da música brasileira contemporânea, criando uma sonoridade que aproxima tradição e presente.
Entre as referências citadas pela artista estão nomes como Melly, Kaê Guajajara e Joice Alane.
As faixas também surgiram de maneiras distintas. Enquanto algumas nasceram de forma mais intuitiva, como 'Beijo de correnteza', outras partiram de processos mais pessoais e emocionais, caso de 'Eu sou porque ela é', composição dedicada às mulheres ancestrais de sua linhagem.
Ao apresentar o trabalho, Beatriz destaca a importância da escuta como parte da experiência proposta pelo álbum. “Peço que escutem com o coração aberto, porque cada canto aqui carrega mais do que som, carrega memória viva”, afirma a artista.
A ideia, segundo a cantora, é que o público se aproxime das músicas não apenas pela sonoridade, mas também pelas histórias, memórias e significados presentes nas composições.