SHOW
Show de Marisa Monte: CESE realiza espetáculo com renda revertida
A Cese está por trás do espetáculo “Música e Direitos Humanos”, que acontece nesta sexta (4) na Concha Acústica do TCA
Por Amanda Souza | Portal Massa!

A Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, recebe nesta sexta-feira, 4, o show Música e Direitos Humanos, uma iniciativa da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) que une cultura e mobilização social.
O espetáculo conta com a participação da Orquestra Afrosinfônica da Bahia, que convida a cantora Marisa Monte, e tem toda a renda revertida para os projetos sociais apoiados pela organização.
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Com 51 anos de atuação, a CESE é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua em todo o Brasil apoiando iniciativas voltadas à promoção dos direitos humanos e ao fortalecimento de comunidades historicamente marginalizadas. Fundada em 1973 por igrejas cristãs progressistas, a entidade tem sede em Salvador e já apoiou milhares de projetos voltados a populações indígenas, quilombolas, mulheres negras, agricultores familiares, entre outros grupos.
“A gente costuma dizer que onde tem um direito sendo negado, a CESE está ali para apoiar, quer seja no campo, na cidade”, explicou a diretora executiva da instituição, Sônia Mota, em entrevista ao Massa!.

Ela lembra, no entanto, que o trabalho em defesa dos direitos humanos ainda enfrenta resistência e falta de reconhecimento. “Nós sabemos que, para nós que atuamos na defesa de direitos, é uma pauta criminalizada ainda. Muitas vezes a gente tem dificuldade, onde as pessoas não percebem a importância da defesa de direitos”, disse.
Além da dificuldade para captar recursos, a diretora destaca o desafio de sensibilizar a população. “Muitas pessoas têm dificuldades de mobilização de recursos, mas também de conscientização [sobre os direitos humanos]”, destacou.
Nesse contexto, a arte se torna uma ferramenta fundamental. “A arte, a gente sabe que ela, em suas mais diversas formas, pode ser um canal de conscientização, de formação, de politização, né?”, observou Sônia.
“E, nesse sentido, a gente escolhe um artista, escolhe uma orquestra que combina essa percepção do que é a defesa de direitos”, concluiu.
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