Busca interna do iBahia
HOME > MÚSICA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

MÚSICA

Família Gil exige R$ 370 mil de padre que atacou fé de Preta Gil

Entenda a diferença entre o acordo criminal e a ação cível por danos morais

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

01/03/2026 - 20:13 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon
O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil
O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil -

Mesmo após selar um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) na esfera criminal, o padre Danilo César, da paróquia de Areial (PB), continua respondendo a uma ação por danos morais movida por Gilberto Gil e sua família.

O processo cível, que tramita na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, solicita uma indenização de R$ 370 mil devido a declarações de cunho preconceituoso proferidas durante uma homilia.

Tudo sobre Música em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil e a fé da família em religiões de matriz africana ao sofrimento e ao óbito da cantora.

Ação cível vs. Acordo criminal: entenda as diferenças

Recentemente, o padre firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). Nesta modalidade, ele confessou a conduta ilícita para evitar um processo criminal por intolerância religiosa, comprometendo-se a realizar leituras sobre racismo religioso e pagar uma multa convertida em doação.

Leia Também:

No entanto, a defesa da família Gil argumenta que, no processo cível, o padre mudou o tom. Segundo o advogado Fredie Didier, o clérigo protocolou uma defesa alegando que apenas "manifestava sua fé", sem reconhecer a responsabilidade civil pelos danos causados à imagem e à honra da família.

Próximas etapas do processo

O processo entrou agora na fase de réplica. A família de Gilberto Gil terá a oportunidade de rebater os argumentos da defesa do padre, buscando o reconhecimento explícito da ofensa e a reparação financeira pelo abalo moral e intolerância.

A defesa alega que os processos não têm relação direta e que o acordo criminal não implica em dolo (intenção de cometer crime) na esfera cível.

Relembre o caso: "Cadê esses orixás?"

O episódio ocorreu em julho, durante uma missa transmitida ao vivo. Na ocasião, o padre Danilo César questionou a eficácia das entidades de matriz africana. "Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?", disparou. Além disso, o clérigo referiu-se a essas práticas como "coisas ocultas" e afirmou que desejava "que o diabo levasse" quem as procurasse.

As falas geraram revolta imediata em comunidades de Umbanda, Candomblé e Jurema, resultando em boletins de ocorrência e na mobilização jurídica da família Gil.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

famosos intolerância religiosa justiça Preta Gil

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil
Play

Há 30 anos, Michael Jackson eternizava o Pelourinho em clipe histórico

O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil
Play

Preta Gil recebe homenagem de Gominho em música do Carnaval

O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil
Play

Lucas Pizane lança single com Majur às vésperas da Festa de Iemanjá

O caso ganhou força após o clérigo associar a morte de Preta Gil
Play

Música do carnaval 2026: conheça os hits na disputa

x