MISTURA DE RITMOS
Guitarrista baiano leva rock e ritmos nordestinos ao palco em Salvador
Igor Gnomo leva ao Cineteatro 2 de Julho uma mistura de jazz, rock, baião e maracatu inspirada na ancestralidade e no sertão baiano


Nome em ascensão na música instrumental baiana e brasileira, Igor Gnomo sobe ao palco do Cineteatro 2 de Julho em Salvador, nesta sexta-feira, 22, às 20h, para o seu show Jazz Rock Nordeste que promete misturar a sonoridade do jazz com o rock e ritmos nordestinos como o baião, maracatu e caboclinho na guitarra em diálogo com o sertão, a ancestralidade e a contemporaneidade.
Ao lado do baterista Thiago Reuel e do pianista Ítalo Neno, Igor Gnomo adota a estética clássica do organ trio – guitarra, bateria e teclado fazendo o baixo – criando uma massa sonora que dialoga com a modernidade sem perder a conexão com a ancestralidade.
Nascido em Paulo Afonso, interior da Bahia, o músico com 14 anos de carreira apresenta ao público no dia 22 de maio a solidez de uma trajetória marcada pelos álbuns 'NorDestino' (2011), 'Alquimia Trilhos Poesia' (2014) e 'Formiga Preta' (2021), além do EP comemorativo 'Revival' (2024), reafirmando a autenticidade da música instrumental contemporânea produzida no interior da Bahia.
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Cria do sertão da Bahia
A criação em Paulo Afonso, no norte do estado, garantiu ao músico muita inspiração a partir desse lugar de encontro com o Rio São Francisco, que foi palco de acontecimentos históricos.
“Eu me sinto muito privilegiado em ter sido criado em Paulo Afonso, sertão da Bahia, nas profundezas do Rio São Francisco, em uma cidade repleta de belezas naturais, que tem na sua história viva a passagem de Lampião e Maria Bonita, além da conexão com a ancestralidade e a tecnologia com a chegada das usinas”, destaca Igor, ressaltando a característica do população da sua cidade natal como um povo de “muito trabalho e muita resistência”.
Influência musical
“Desde de muito pequeno eu ouvia discos dos Novos Baianos, João Gilberto, Gilberto Gil, Pepeu Gomes, e isso sempre esteve presente no meu DNA musical. Mais a frente passei a apreciar a obra de Roberto Mendes e outros compositores da música instrumental baiana, que muito tiveram influência na minha vida artística”, diz o jovem de 34 anos, que aos 8 anos ganhou um cavaquinho de presente e começou a se apaixonar pelos instrumentos musicais.
Para ele, a sua música instrumental é um ponto de conexão, no qual consegue penetrar na alma das pessoas e unir o jazz, o rock e a rítmica nordestina.
“Eu consigo fazer esse liquidificador sonoro entre as minhas influências do jazz, rock e principalmente o ritmo nordestino, que é o momento em que consigo colocar as minhas raízes. Com toda essa dinâmica, conseguimos alcançar um público em vários lugares do Brasil e fora do Brasil também”, explica Gnomo.
Trajetória
Com a música popular brasileira no DNA, em 2011, Igor ingressou no curso de Licenciatura na Universidade Federal de Sergipe (UFS), dando início a sua trajetória como compositor na música instrumental independente.
No mesmo ano lançou seu primeiro álbum NorDestino, que seguiu por uma turnê passando por Pernambuco, Alagoas, Sergipe, São Paulo e Brasília. No mesmo período, atuou como produtor cultural em Paulo Afonso, levando a cidade a ser reconhecida em outros territórios por eventos de música instrumental.
“Foi o início de um sonho realizar esse trabalho. Através dele eu conheci diversos festivais onde pude levar para o Brasil o nome de uma cidade do interior da Bahia, representando a produção da música instrumental”, reflete Igor.
Momento atual
Premiado nacionalmente pelo Prêmio Profissionais da Música (PPM) em 2023 e 2025, Igor Gnomo já levou o show Jazz Rock Nordeste a importantes festivais e teatros do Brasil, Argentina, Espanha e Portugal e retorna agora a capital baiana para levar um show e uma experiência musical que engloba diversos ritmos, refletindo a versatilidade do cantor baiano e filho de Paulo Afonso.
“O show de Jazz Rock Nordeste é uma entrega de representatividade da música instrumental produzida no interior da Bahia, uma simbiose de sonoridade, influências, em um formato organ trio, em que conectamos guitarra, bateria e sintetizadores, levando a energia das improvisações e a força da guitarra brasileira”.
O show que conta com músicas autorais e releituras de Dominguinhos, Hermeto Paschoal, Chico Science e outros traz aquela junção da “improvisação do jazz, da energia do rock e do ritmo nordestino”.
“E vai ser uma alegria muito grande voltar para Salvador, no Cineteatro 2 de Julho, para uma conexão única”, finaliza Igor Gnomo.
Igor Gnomo – ‘Jazz Rock Nordeste’
- Quando: sexta-feira (22)
- Horário: 20h
- Onde: Cineteatro 2 de Julho (Rua Pedro Gama, 413 E Federação)
- Ingressos: R$ 30 e R$ 15
- Vendas: Sympla
- Classificação: Livre
*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.


