OFÉLIA
Polêmica: Música feita por IA chega ao topo e é deletada de plataforma
Versão em português atribuída a Taylor Swift viralizou no TikTok, mas foi criada por fãs com inteligência artificial

Por Jair Mendonça Jr

Uma versão em português atribuída à cantora Taylor Swift viralizou no TikTok, entrou no Top 50 Brasil do Spotify e foi removida da plataforma após ser identificada como uma música criada com inteligência artificial.
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A faixa, intitulada "The Fate of Ophelia" (O Destino de Ofélia, em tradução), foi produzida por fãs da cantora Luísa Sonza e do cantor Dilsinho, que utilizaram recursos de IA para simular vozes e adaptar a canção ao português.
O conteúdo ganhou grande repercussão nas redes sociais antes de ser retirado do serviço de streaming. Ainda não há confirmação se a remoção foi solicitada pela equipe de Taylor Swift ou se partiu de uma ação direta do Spotify, que mantém regras rígidas sobre o uso de inteligência artificial.
Em setembro, a plataforma anunciou a atualização de suas políticas para deixar claro que não são permitidos conteúdos criados com IA não autorizada, como deepfakes, réplicas ou imitações de artistas, sem consentimento formal.
Segundo a empresa, materiais que violem essas diretrizes estão sujeitos à exclusão. Apesar disso, a versão viral chegou a ser compartilhada por Luísa Sonza e Dilsinho em seus perfis. “Viciei”, escreveu a cantora ao publicar um vídeo com a música.
Nos comentários, fãs pediram que os artistas gravassem oficialmente a canção. “Vem aí a Sina de Ofélia?”, questionou uma seguidora. O alcance foi tão grande que a faixa ganhou até uma versão remix assinada por Dennis DJ.
A música faz referência direta à personagem Ofélia, da peça Hamlet, de William Shakespeare. Na obra, Ofélia é retratada como uma jovem envolvida em disputas políticas e familiares, que acaba tendo sua saúde mental deteriorada após a morte do pai, Polônio.
A personagem morre afogada, em um dos desfechos mais conhecidos da tragédia. Na canção atribuída a Taylor Swift, a narrativa parte da história original, mas propõe um final diferente para a personagem, afastando-se do desfecho trágico apresentado por Shakespeare.
Essa releitura contribuiu para o engajamento do público e para a rápida disseminação da música nas plataformas digitais.
O caso reacende o debate sobre os limites do uso da inteligência artificial na criação musical e os impactos legais envolvendo direitos autorais, especialmente quando obras geradas por IA alcançam grande visibilidade comercial.
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