Busca interna do iBahia
HOME > OPINIÃO

EDITORIAL

A arte de lidar com dinheiro

Por que o ensino sobre finanças na educação básica é urgente para o Brasil

Redação
Por Redação
Com 80% das famílias endividadas, Senado aprova educação financeira no currículo
Com 80% das famílias endividadas, Senado aprova educação financeira no currículo - Foto: Marcelo Casal Jr. | Agência Brasil

Educar para a vida também significa ensinar a juventude a lidar com o dinheiro de forma consciente, ética e sustentável. Por isso é bem-vindo o projeto de lei, já aprovado pelo Senado Federal, que torna a educação financeira parte obrigatória do currículo dos ensinos fundamental e médio.

A Casa legislativa aprovou a proposta com ressalvas, o que significa que retornará o projeto para a Câmara dos Deputados, antes de seguir para sanção presidencial. A decisão chega em momento adequado: o Brasil enfrenta o maior índice de endividamento da série histórica, com 80% das famílias comprometidas.

Tudo sobre Opinião em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

O cenário expõe uma curiosa e problemática contradição, pois a economia aquecida gera consumo, porém juros altos afetam todas as faixas de renda, levando à inadimplência. A proposta não cria uma nova disciplina, mas integra o conteúdo ao currículo já existente, permitindo a cada escola adaptar sua metodologia conforme o contexto social.

Leia Também:

OPINIÃO

Editorial: abuso do conflito
Editorial: abuso do conflito imagem

OPINIÃO

Na medida para o produtor
Na medida para o produtor imagem

OPINIÃO

A república das emendas
A república das emendas imagem

A orientação é para assimilar a educação financeira em proposta multidisciplinar, articulada com matemática, história, geografia e cidadania, entre outros campos do saber. Alunas e alunos serão capacitadas a compreender a dinâmica de impostos, previdência e seguros, assim terão condições de interpretar com embasamento.

Embora a Base Nacional Comum Curricular já mencione o tema desde 2017, sua implementação ainda hoje, além de irregular, não conta com um ordenamento pedagógico. Ao inserir o tema na Lei de Diretrizes e Bases, o Congresso dá um passo importante para transformar orientação em política pública sob tutela do Estado.

Será necessário investir na formação de professores, produzir materiais adequados e evitar a redução a slogans como “gastar menos” ou “poupar mais”. Educação financeira não é solução mágica, mas pode transformar-se em ferramenta de autonomia e libertação, individual e coletiva.

Num país marcado pela banalização das desigualdades, o entendimento sobre movimentação financeira pode ajudar a inclusão social. Ensinar jovens a compreender a gira do dinheiro é ensinar a entender o valor das escolhas – impactando no futuro de cada qual e do país.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

endividamento

Relacionadas

Mais lidas