OPINIÃO
A Bahia é de prova
Confira o editorial do jornal A TARDE desta terça


No próximo domingo, 8 de novembro, e no seguinte, dia 15, milhões de jovens voltarão a compartilhar uma atitude de mudar o Brasil, fazendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A espiral dialética se impõe: ao transformar a vida, pelo conhecimento, cada estudante altera a própria essência e a do País, como efeito.
Antes era o vestibular, caro e excludente, feito para aprovar os filhos da elite; agora, a política pública de inclusão alarga a porta. A Bahia é de prova, o 3º estado em número de selecionados da rede pública no Enem 2025 e, este ano, já somos ‘Top 3’ em maior volume de inscritos.
A classificação implica aceitar a qualidade da rede pública estadual, o jovem chegando de ônibus na universidade, dando ideia de o sol nascer para todos. É o filho do interior, da periferia de Salvador, da comunidade quilombola, dizendo: eu também posso. Educação é festa, em vez de castigo – aprovar para vencer.
O exemplo vem lá de cima, tendo na alta proa da educação um governador professor e filho de vaqueiro. Esse protagonismo vem de luta por justiça. Nasce de política pública de apostar no estudante, de professores levando o aluno pela mão até antes de o portão fechar.
O Grupo A TARDE, protagonista no trabalho de qualificação do ensino público há várias décadas, com o programa
A TARDE Educação, também se faz presente no universo do Enem: pelo segundo ano consecutivo, a Arena A TARDE recebeu o ‘Aulão’, reunindo milhares de estudantes da rede estadual de ensino.
Quando milhares revisam e se abraçam na Arena, o Enem deixa de ser prova e vira rito de passagem coletivo, na persistência por oportunidades e inclusão. Defender o Enem é defender a força ativa juvenil. Domingo, cada caneta preta vai tomar a forma de uma chave. As portas vão se abrir para quem sonha junto.
Nos versos de Raul, poeta do rock, só o sonho sonhado junto pode virar realidade. A almejada busca de transformar escassez em prosperidade e abundância.