EDITORIAL
Animais em perigo
COP15 discute formas de repressão à captura ilegal de animais

Proteger os animais da violência da captura ilegal, entre outros desequilíbrios produzidos pela espécie humana, é uma maneira digna da organização antiespecista mundial.
O debate emergencial sobre os métodos possíveis e eficientes de repressão a este crime caracterizado pela covardia contra indefesos é a pauta principal da COP15.
Trata-se da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias, iniciada no dia 23 e que se encerra hoje em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Estão presentes 133 partes, como são chamados os representantes de países, organizações internacionais, comunidade científica e órgãos da sociedade civil.
Terá cumprido seu objetivo o encontro se conseguir combinar meios de proteção de animais quando são submetidos ao desafio de transpor fronteiras.
Entre as espécies ameaçadas devido ao valor econômico, destacam-se baleias-jubarte, tartarugas, tubarões-mangona e as cobiçadas aves migratórias.
A COP15 termina com um bom resultado, o lançamento de um compromisso mundial, com o objetivo de salvar os animais.
Objetivamente, nas dimensões simbólica e do discurso, o encontro termina com um bom resultado, o lançamento de um plano chamado GTI, na sigla em inglês.
A Iniciativa Global sobre a Captura de Espécies Migratórias representa uma carta de compromisso de alcance mundial, com o objetivo de salvar os animais.
Não se justifica a iniciativa apenas pelos valores morais da bondade ou generosidade, é muito mais, pois desse trabalho dependem os ecossistemas.
Algo precisa ser feito em modo mutirão internacional para conter a captura ilegal e predatória de animais silvestres como ameaça crescente à biodiversidade global.
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Entre vilões identificados, o comércio altamente rentável aparece à frente de fatores como subsistência, mercados internos, práticas culturais e falhas de governança.
Da eficiência de uma ação coordenada, depende a preservação de espécies ameaçadas pelos efeitos da escalada dos inaceitáveis maus-tratos de seres indefesos.
Não se pode desistir da luta, embora seja compreensível a sensação de pessimismo devido à impunidade e resiliência dos grupos de sequestradores.
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