EDITORIAL
Respeito e rumo certo
Leia o editorial desta quinta

Os motoristas por aplicativo de Salvador podem até ter conseguido provar para eles mesmos a capacidade de mobilizarem-se, realizando legítima manifestação a fim de zerar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e assim buscar amenizar a alta no preço dos combustíveis.
No entanto, o efeito colateral da ocupação de avenidas em horários de pico foi o de perderem o apoio da população, pois quem estava indo e vindo se viu prejudicado. Ao som de Jerusalém, de Alpha Blondy, e a trilha sonora de Edson Gomes, o grupo esbanjou disposição para lutar – mas pouca estratégia efetiva.
Na hipótese de quererem seguir pelejando, vão precisar aprender a equilibrar o uso da razão, guiando os impulsos e os ímpetos compreensíveis para quem quer direitos reconhecidos.
Além de impedir o fluxo do trânsito sem necessidade, pois podiam ter liberado uma faixa ou duas, tornou-se infrutífero levar o pedido à Assembleia Legislativa. Errou feio quem vive de encontrar endereço certo. Também representou um chute sem rumo pela linha de fundo o fato de negligenciarem a formação de um comitê de líderes para abrir negociação.
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É de estranhar o fato de uma trupe afeiçoada às novas tecnologias sair às ruas para espernear pelo aumento no preço do combustíveis sem direcionamento adequado.
O teatro das irritantes buzinas desdobrou em dois gêneros possíveis: tragédia, se resolverem os motoristas assumirem seu próprio desmazelo; ou comédia, se recusarem os erros, produzindo merecido escárnio devido ao excesso de imaturidade revelado.
A luta por ICMS zero pode até seguir em frente, corrigida a vacilação e desde que não sirvam os revoltosos de marionete para políticos. Que a próxima laúza encontre o rumo certo sem atrapalhar a vida dos concidadãos.
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