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Editorial do A TARDE desta segunda-feira aborda o crescimento do consumidor mais informado e forte atuação do CDC no estado

Redação
Por Redação
Vitalidade do Código de Defesa do Consumidor impulsiona busca por transparência no mercado
Vitalidade do Código de Defesa do Consumidor impulsiona busca por transparência no mercado - Foto: Divulgação | GOV

Ao alcançar a Bahia a posição de vice-campeã entre 26 estados, nas ações de direito do consumidor, vem à mente cenário belicoso, uma guerra de todos contra todos. Por isso, os números divulgados n’A TARDE de sexta-feira merecem uma leitura cuidadosa, utilizando-se como guia, na busca da verdade, a análise qualitativa.

O contexto produz uma nova oportunidade de aprendizado, fazendo da reportagem recurso didático para sabermos pesar e pensar as quantidades. Algarismos não falam por si, e nem indicam necessariamente situação de cisma entre empresas e cidadania.

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A conclusão é que cresceu a conscientização da população sobre seus direitos. Nesta particular, porém expressiva vitória da Razão crítica sobre a instrumental, ao completar 36 anos, o Código de Defesa do Consumidor demonstra vitalidade. Mais pessoas reconhecem o respeito, a transparência e a responsabilidade como valores necessários às relações de consumo. O consumidor de hoje está mais informado, mais conectado e menos disposto a aceitar prejuízos.

Essa mudança cultural é, na dimensão “para-si”, uma conquista da democracia e da cidadania, soprando uma brisa de alento diante de mundo prenhe de egoísmo. Durante muito tempo, cobranças indevidas, serviços mal prestados, contratos abusivos e falhas em setores diversos foram aceitos com resignação.

Muitos consumidores sequer sabiam contestar irregularidades. Hoje, quem adquire um produto ou serviço consegue brigar por ele. O acesso à informação, a atuação dos órgãos de defesa e a popularização dos canais digitais explicam a mudança de paradigma.

Os mais de 1,3 milhão de processos revelam problemas a serem corrigidos, entre falhas no atendimento e na solução de conflitos. Mas se todas as variáveis citadas são válidas e universais, por que então a Bahia está em segundo lugar no país? Os indícios sugerem duas opções não-excludentes pari passu: o avanço na economia e na construção de ambiente seguro para garantia de compra e venda.

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