OPINIÃO
Defendendo o Brasil
Confira o editorial do jornal A TARDE deste domingo


Hoje, o Brasil vive um dia histórico. A urna abre caminho para o futuro. O voto livre simboliza a convergência coletiva e a maturidade do eleitor, certo de sua força. Voto responsável nasce de informação segura. Olhar atento nas trajetórias, propostas e compromissos de quem vai lutar para seguir melhorando o país e a Bahia.
Pesquisar, comparar, debater com respeito amplia lucidez da escolha, discernindo entre o egoísmo dos falsos e a compaixão de quem sempre esteve do lado do povo. O voto é universal-singular. A urna diz de cada eleitor tanto quanto cada eleitor diz dela, repercutindo em saúde, educação, trabalho, meio ambiente e vida de milhões.
Pensar além de si (abnegar-se) é ato de amor cívico e solidário, exercício pleno de empatia acompanhada da sensação de doar sentido à condição do “ser-brasileiro”. Só há democracia se há pluralidade – vem daí a palavra “partido”, pois as agremiações repartem o poder (inteiro) em fatias proporcionais aos votos.
Este princípio já pode excluir discursos de ódio, nos quais extremistas se amarram para naufragar em propostas estúpidas de exterminar quem pensa diferente. A saúde mental e afetiva se impõe quando ideias e valores divergem: os projetos disputam o voto com lealdade. A urna acolhe a diferença e do conflito faz nascer a paz.
Ir às urnas é exercer liberdade. Mulher, homem, jovem, grisalho, LGBTQIAPN+, ateus e crentes, cada título vale igual, com prós e contras desta regra básica. O risco da equivalência está nas diferenças do grau de percepção das propostas, pois já houve caso da eleição de déspotas, mas ainda assim, a democracia é melhor.
Vale a pena lembrar: vamos votar para garantir uma imprensa livre, instituições autônomas, pluralidade religiosa e respeito às leis. Ruído, ódio e mentira tentam disfarçar o mal de bem. A resposta é um comparecimento massivo às urnas de um povo consciente em manter a rota.
Daqui a alguns anos, quando as futuras gerações perguntarem onde estavam os brasileiros, hoje, os historiadores dirão: estavam nas urnas, defendendo o Brasil.