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Editorial - Alerta máximo

Profissionais de segurança precisam organizar-se para evitar repetição do atentado contra Kirchner

Da Redação
Por Da Redação
Ao contrário de servirem de motivação para o conflito, as divergências ideológicas são necessárias a 
toda democracia
Ao contrário de servirem de motivação para o conflito, as divergências ideológicas são necessárias a toda democracia - Foto: Emiliano Lasalvia | AFP

Embora não tenha alcançado o objetivo, o atentado a Cristina Kirchner em Buenos Aires pode alertar forças policiais do Brasil para reforçarem o planejamento a fim de garantir segurança no período pré-eleitoral e durante o pleito.

Os profissionais de segurança verdadeiramente comprometidos com seu dever precisam organizar-se para evitar a repetição do atentado contra a vida da vice-presidente da República Argentina, malogrado apenas porque o gatilho não funcionou.

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Para ampliar o alerta, foi um brasileiro, identificado como Fernando Sabag Montiel, quem apontou o revólver, no entanto, o disparo falhou e, ato contínuo, as autoridades locais efetuaram a prisão imediata do suspeito.

Permeada de tensões, a campanha no Brasil já produziu suas vítimas, como a do guarda municipal do Paraná, alvejado enquanto comemorava 50 anos de idade, tendo o tema da festa o candidato Lula, acirrando o ânimo do executor afeiçoado ao bolsonarismo.

Ao contrário de servirem de motivação para o conflito, inclusive com uso de armas de fogo, as divergências ideológicas precisam ser saudadas como necessárias a toda democracia.

Devem os agentes da Polícia Federal acautelarem-se, independentemente dos vieses ideológicos aos quais são aficionados, tomando como pressuposto a defesa da integridade física dos candidatos de todas as agremiações.

O Brasil pode abstrair-se de qualquer rivalidade com o país vizinho, a ponto de aplaudir a medida tomada pelo presidente Alberto Fernándes, ao classificar o ataque como grave a ponto de decretar feriado nacional na sexta-feira, dia 2.

Sabe-se o ímpeto de apoiadores da extrema-direita ao fazer da utilização de pistolas um método para a liberdade, em sua visão peculiar, no entanto, não se pode assentir com tal inclinação belicosa em razão da falta de diálogo.

A ausência da troca de argumentos, como nunca se vira neste país desde a redemocratização, tem sua influência na tendência a resolver as querelas pelo uso de armamento, ampliando o alarme para o controle da situação.

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