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Editorial - Apoio essencial

Lei reduz sofrimento da geração póstera, pois, ao eliminar a mãe, fere-se também o futuro de uma criança

Da Redação
Por Da Redação
Câmara tem pensado  estratégias visando vigiar e punir quem planeja ou comete crime de feminicídio
Câmara tem pensado estratégias visando vigiar e punir quem planeja ou comete crime de feminicídio - Foto: Divulgação | Tanasiri

Os investimentos em estratégias visando vigiar e punir quem planeja ou comete crime de feminicídio, a depender de cada caso, têm se revelado necessários, sinalizando, em anexo, a importância de campanhas publicitárias para inibir os violentos.

No entanto, algo além escapava do escopo das ações relevantes para o enfrentamento desta terrível doença social: o imprescindível apoio financeiro para órfãs e órfãos, dependentes em geral, quando perdem suas mamães, biológicas ou adotivas, não importa.

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Neste prisma, é louvável a iniciativa da Câmara Federal, ao aprovar a garantia de pagamento de pensão, por parte do Estado, a crianças e adolescentes de vidas devastadas pelos atos insanos de homens em contexto de desequilíbrio.

O texto foi para o Senado, de onde seguirá, se aprovado. na íntegra, ou emendado, para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Terá direito ao valor correspondente a um salário mínimo quem comprovar ter sido alvejado pela incúria de genitores, namorados, ex-cônjuges e outras figuras masculinas incapazes de aceitar final de relacionamento ou de anular efeitos de delírio persecutório, por conta de ciúmes ou outras perturbações.

Adotadas por avós, tias, tios ou pessoas próximas, por laço de família ou afinidade, as vítimas vivas do desenlace sangrento terão uma chance de acreditar, como forma de resistir ao ricochetear dos desatinos.

A lei novel reduz o sofrimento da geração póstera, pacificando consequências imprevisíveis, pois ao eliminar a mãe, fere-se também – muitas vezes de morte – o futuro de uma criança ou adolescente, logo jovem de coração magoado.

Como desdobramento, trata-se de forma branda de aplicação de justiça às instituições da República, pois têm se revelado incapazes de deter esta modalidade de homicídio.

A média de uma ocorrência a cada seis horas acusou o recorde negativo de 1.400 em 2022, como legado de quatro anos de incentivo a misoginia no infeliz discurso oficial da Presidência, entre 2019 e 2022.

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