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OPINIÃO

Editorial - Golpismo crescente

Age o chefe de Estado como se, a cada artimanha, construísse a maligna edificação da ruptura

Da Redação
Por Da Redação
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O 7 de Setembro 
foi ultrajado, logo 
no dia de seu Bicentenário, em 
uma manifestação bizarra e reprochável
O 7 de Setembro foi ultrajado, logo no dia de seu Bicentenário, em uma manifestação bizarra e reprochável - Foto: Alan Santos | PR

A tática de desrespeitar a lei e a ordem, ao assumir um comportamento abusivo, tem se consolidado como nova técnica, possível de se nomear como “golpismo crescente”, tendo como capítulo recente o uso do desfile militar para campanha.

O 7 de Setembro foi ultrajado, logo no dia de seu Bicentenário, em uma manifestação bizarra e reprochável de quem deveria respeitar sua própria narrativa de amor à pátria, cabendo providências ao Tribunal Superior Eleitoral.

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Age o chefe de Estado como se, a cada artimanha, construísse a maligna edificação da ruptura, cabendo a seus seguidores a plena vergonha, se acaso tivessem consciência dos efeitos dos ataques diuturnos às instituições.

Seria país sério o Brasil se rejeitasse, de pronto, a disseminação desta perseverante trilha para o abismo, ameaçando inviabilizar o mecanismo de reeleição, na hipótese de funcionarem os órgãos republicanos paralisados.

A estratégia poderia ganhar a tarja de ignominioso descaro diante de todo o ordenamento jurídico, apropriando-se o portador da faixa de presidente até mesmo do uso de avião da Força Aérea Brasileira para promover-se.

Aos líderes de partidos afeiçoados ao trâmite legal em uma democracia, restou pedir a inelegibilidade, considerando o flagrante delito de misturar os festejos cívico-militares à mobilização dos apoiadores.

O vexame de transformar a preciosa efeméride em palanque eleitoral é mais um fato prenhe de tonta desfaçatez a ampliar o fornido dossiê destes três anos e 250 dias de agonia para a nação agredida em seus próprios domínios.

Cabe aos representantes das Forças alinhar-se à sociedade civil, em seu tônus mais rijo, a fim de evitar associar-se nesta empreitada virulenta capaz de danar o sagrado rito do voto, arduamente conquistado pelos brasileiros.

O suposto “imbrochável” vai, em seu passo sinistro, destruindo a imagem de um país famoso mundialmente pela capacidade de convívio, embora não se possa remover o apoio de multidões ao desvario, em colorido verde-amarelo.

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