OPINIÃO
Editorial - Inteligência contra o furto
Roubo se desdobra em prejuízo com eletrodomésticos queimados, pessoas passando mal em elevadores, entre outros


O furto de fiação elétrica e de cabos de conexão utilizados por concessionárias de energia e mobilidade urbana vem desafiando as polícias, a militar e a civil, devido à extensa rede de equipamentos e acessórios.
A rapina se desdobra em prejuízos com eletrodomésticos queimados, pessoas passando mal em elevadores subitamente parados, atrasos na ida e vinda à faculdade, ao trabalho, às consultas, o alcance é variado.
A ação planejada dos ladrões se completa com a impossibilidade de vigilância de toda a malha de centenas de quilômetros, restando o investimento maior em inteligência para tentar marcar as quadrilhas, como única tática eficiente.
A boa opção, a partir da leitura da reportagem de manchete da edição de domingo de A TARDE, é a investigação dos receptadores pois os criminosos não têm como armazenar os produtos do roubo e precisam sair de seus esconderijos para fazer o crime compensar.
Uma estratégia com este viés, ou outra mais eficiente, é uma exigência da cidadania, devido ao prejuízo geral provocado por esta modalidade de ilícito contra o patrimônio.
A pressa em desfazer-se do flagrante perfeito – afinal não é comum a aquisição deste tipo de mercadoria –, leva à necessidade de procurar quem compre, aproveitando-se desta mecânica, os homens da lei, para desbaratar as ousadas gangues.
Como exemplo, pode-se verificar o material subtraído ao sistema metroviário, consistindo em artefatos de cobre, alumínio, aço e fibra ótica, cada um deles gerando problemas diferentes ao bom funcionamento do transporte.
As respostas a quem interessa adquirir estas ligas e qual sua destinação posterior podem dar boas pistas para conhecer melhor como funciona o novo banditismo urbano, portanto, passa por pesquisa e planejamento a metodologia capaz de produzir o êxito esperado.
A coleção de dados, gerando a forma de dossiê, vai prover as guarnições de necessário e preciso faro, indo direto ao ponto, pois estes receptadores estarão à espreita para a aquisição ilegal – e, consequentemente, na alça de mira.