OPINIÃO
Editorial - Mais saúde para o Brasil
Terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva relança programa Mais Médicos


O acesso à saúde em primeiro lugar, por sua inequívoca e necessária condição de bem intermediário à felicidade, será mais uma vez contemplado neste terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva com o relançamento do benfazejo programa Mais Médicos.
A iniciativa de recuperar a oportunidade de aproximação com quem mais precisa produz ululante entusiasmo aos profissionais de jaleco verdadeiramente comprometidos com o bem-estar da cidadania brasileira.
O movimento proposto nesta reativação encontra acordes harmoniosos quando cotejados à partitura do juramento do exercício da medicina, pois proteger pessoas e salvar vidas constituem diapasão e apanágio de suas diretrizes fundamentais.
Tomando por pressuposto o lema ao qual deve sua substância – “direitos e deveres iguais para todas e todos” -, a República somente poderá tornar-se digna de seu ideal quando alcançar os 5 mil e 568 municípios e zonas rurais.
A chance está lançada para quem queira habilitar-se a servir por ordenado de R$ 13 mil, auxílio-moradia e aditivo de até 20%, a depender do perfil da localidade escolhida.
As bases do acordo, porém, não agradam a segmentos focados nas práticas lucrativas, ocasionando o conflito com projetos particulares. Já se esperava também o esperneio das entidades de classe, a primeira delas, o sindicato do Rio Grande do Sul, por considerar “inegociável” a exigência de revalidação dos diplomas de estrangeiros para atuarem em território nacional.
Pode escapar ao diagnóstico da politização de tema tão precioso, quando se admite saudável a divergência, ao limite, no entanto, de não perturbar a ordem nem inibir o desejo do segmento disposto a experimentar fazer o bem.
A preferência, conforme a palavra do presidente, é para trabalhadores do Sistema Único de Saúde, titulares absolutos, somente recorrendo-se aos reservas do exterior na hipótese indesejada, mas possível, de não preenchimento das 15 mil novas vagas.