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OPINIÃO

Editorial - O Brasil das crianças

A semeadura do futuro de um país é representada pela educação infantil e oferta de creches

Da Redação
Por Da Redação
No Brasil persiste tradição de sublinhar algo já previsto na lei maior, promulgada em 1988, ao completar 34 anos em outubro
No Brasil persiste tradição de sublinhar algo já previsto na lei maior, promulgada em 1988, ao completar 34 anos em outubro - Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A semeadura do futuro de um país é representada pela educação infantil e oferta de creches, vedando-se às prefeituras qualquer nesga de descaso quanto à destinação de verbas, conforme decisão acertada do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a corte de maior força dentro do Poder Judiciário, as administrações públicas precisam garantir vagas para crianças na faixa etária dos bebês até a idade de 5 anos.

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Um aspecto curioso da determinação, por unanimidade, é o hábito de os magistrados reforçarem diretrizes previstas na Constituição Federal, no caso em tela, o artigo 208, inciso IV.

Enquanto em países de democracia consistente, basta constar na Carta Magna para ser cumprida a obrigação, no Brasil persiste tradição de sublinhar algo já previsto na lei maior, promulgada em 1988, ao completar 34 anos agora no dia 5 de outubro.

O costume desabona a letra do cânone, como se precisasse de quinta dose de reforço para ser cumprido aquele texto já debatido, aprovado e impresso, em viés excêntrico apropriado a adensamento populacional aspirante a nação.

O lembrete para seguir-se mandamentos pétreos de convívio entre cidadãos e os gestores partiu de julgamento no município catarinense de Santa Catarina, obrigado a acolher um púbere carente em instituição apropriada.

Ocorre, em meio ao inusitado contexto, a dessintonia entre a mobilização de recursos de grande parte das cidades e a população pauperizada pelo desmonte de políticas de amparo aos fracos, como vem se registrando nos últimos três anos e 265 dias.

Não deixa de ser ajuda o suplemento dos togados ao estabelecido no Livro editado pelo Congresso Nacional, como símbolo da redemocratização, mas de nada adiantará se as gestões municipais não tiverem como atender.

Acresce o mau exemplo de grandes metrópoles, como Salvador, onde a prioridade dos repasses é para o cimento e a erradicação de árvores, em planos mirabolantes de sistemas de transporte ultrapassado, enquanto se oferece bolacha e suco artificial às pobres barriguinhas vazias.

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