OPINIÃO
Editorial - Sem medo da democracia
Rechaço a legítimas pesquisas de opinião sinaliza impossibilidade de ensino das virtudes


A democracia viverá enquanto os poderes constituídos defenderem seus valores mais preciosos, os da pluralidade e os da livre manifestação, ambos firmes sustentáculos da iniciativa de buscar conhecer preferências do eleitorado antes dos pleitos.
O nervoso rechaço a legítimas e autênticas pesquisas de opinião, comuns ao mundo civilizado, sinaliza impossibilidade de ensino das virtudes a quem não se dispõe a aprendê-las, mas pode-se tomar como referência boas práticas como as do Judiciário ao julgar improcedentes, por unanimidade, os pedidos do partido político inconformado.
Terminou vã a tentativa de impedir a veiculação dos dados, por meio de liminares concedidas apressadamente, pois a correção foi estabelecida no julgamento do mérito da questão.
Não ganhou apenas o jornal A TARDE, na condição de decano da imprensa baiana, mas todas e todos as portadoras de título de eleitor, reconhecido o direito de avaliação individual do trabalho tecnicamente irretocável a ponto de não permitir brechas para refutar sua metodologia científica.
O esperneio teve a única serventia de revelar a identificação com o candidato a presidente habituado a atacar as instituições, além de mostrar toda a paúra do grupo cuja ambição contrasta com os resultados obtidos pelos profissionais do Instituto AtlasIntel.
Entenderam os judicantes terem comprovado os responsáveis pelo bom serviço a complementação exigida, conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral, dentro do prazo estipulado.
A vitória reverberou nacionalmente com parecer do Ministério Público Federal, ao divergir de toda infração, como querem alegar os insatisfeitos, não restando alternativa exceto respeitar trâmites conquistados arduamente com a redemocratização de 1988.
Deve o autor acalmar-se e seguir a instrução judicial para apagar suas pequenas críticas, com ataques à honra de um dos pilares de sustentação da república, difamando a quem teria de louvar, mas para este gesto seria necessária uma melhor educação moral, cívica e política.