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Editorial - Violência não é brinquedo

Cenas expõem uma foliona acossada por supostos machos, possuídos pela torpeza de perturbá-la

Da Redação
Por Da Redação
Resultado da escalada corretiva está presente hoje em campanhas como a “Não é não!”, além do sistema de denúncias
Resultado da escalada corretiva está presente hoje em campanhas como a “Não é não!”, além do sistema de denúncias - Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

A agressão a uma mulher por parte de travestidos do bloco As Muquiranas exige investigação, punição dos envolvidos e o repúdio da cidadania educada para brincar o Carnaval sabendo a importância do valor respeito.

Ao Ministério Público não restaria alternativa, senão pedir à Polícia Civil instauração de inquérito a fim de usar os meios para identificar e apresentar os acusados ao Poder Judiciário.

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As imagens distribuídas na internet podem ajudar os homens da lei, com auxílio da diretoria da agremiação carnavalesca, pois dispõe do cadastro dos associados, exceto se adquiriram fantasias junto ao varejo clandestino.

As cenas expõem uma foliona acossada por supostos machos, possuídos pela torpeza de perturbá-la, ao aspergir água com pistola plástica.

Já há quem se disponha a reunir assinaturas visando o fim da sociedade civil criada há 56 anos, mesmo tendo seus diretores assinado Termos de Ajuste de Conduta, por causa dos abusos, registrados também na depredação de um ponto de ônibus.

Embora tenha produzido uma sensação de asco geral, por parte da Salvador momesca, o episódio sinaliza o avanço na proteção de gênero, pois este tipo de violência teria registrado seis importunações na gigantesca festa de rua.

As veteranas e veteranos de outros carnavais lembram o auge de tal modalidade criminosa, quando o único cordão formado apenas por mulheres, o Lá Vem Elas, foi massacrado por integrantes de facção trajada de indígenas estadunidenses no ano de 1977.

O espancamento coletivo, associado a agressões a genitálias, provocou indignação da cidade e, apesar do desconhecimento das novas gerações, pressupõe a fixação de um marco no processo de luta pelas integridades física e moral feminina.

O resultado da escalada corretiva está presente hoje em campanhas como a “Não é não!”, além do sistema de denúncias por internet ou telefone, entre outras ações em rede formada por órgãos públicos.

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