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EDITORIAL

Mulheres unidas no Agosto Lilás

A cada 7 horas, há um registro policial de casos de violência doméstica

Da Redação
Por Da Redação
Imagem ilustrativa da imagem Mulheres unidas no Agosto Lilás
Foto: Jefferson Peixoto | Secom-PMS

As denúncias dos casos de violência doméstica e feminicídios dão o tom da coloração do “Agosto Lilás”, campanha promovida por órgãos da sociedade civil e agora apoiada pelo Senado Federal com objetivo de combater crimes variados contra as mulheres.

A mobilização passará a integrar o calendário anual da Casa Legislativa, ao cumprir o papel de lembrar o dever de a União inspirar os governos estaduais a implementar boas políticas públicas de alcance inegável.

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Instituído a fim de aumentar chances de evitar conflitos, o movimento visa conscientizar tanto os autores dos delitos, além de apontar o aspecto imoral de suas ações, como também alertar vítimas para os meios de proteção.

A escolha por este mês é relacionada à Lei 11.340, chamada “Maria da Penha”, sancionada no dia 7, em 2006, referência a um dos episódios de maior projeção, resultando na tentativa de homicídio de uma farmacêutica cearense.

O tiro de revólver na coluna cervical a deixou privada da mobilidade, mas a atitude intemperante do ex-marido despertou para o necessário enrijecimento da legislação, ao buscar inibir o uso da força por aqueles dotados de testosterona e possuidores de armamento.

Ao completar 16 anos de criado, o dispositivo legal foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre os três mais eficazes do mundo no sentido de favorecer a paz nos lares.

No entanto, as narrativas de autoridades federais nos últimos três anos e meio, associadas à falta de incentivo às estruturas de segurança do Estado, podem ter produzido uma sensação de impunidade dos infratores.

A cada 7 horas, há um registro policial, seja em forma de boletim de ocorrência ou apuração confirmada, enquanto os infames estupros, incluindo os de meninas, passaram de 56 mil.

A tradição de privilégio dos homens pede campanhas massivas de orientação de brasileiros e brasileiras, mas a omissão ministerial não permite melhores projeções no controle dos ataques por motivos fúteis, desde o ciúme à recusa em aceitar o término dos enlaces.

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