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O lixo de Salvador

Confira o Editorial desta quarta-feira

Redação
Por Redação
Imagem ilustrativa da imagem O lixo de Salvador
Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

A falta de um mínimo de controle e ordenamento para o descarte de lixo e de entulhos vai se tornando um problema de saúde pública na maioria dos 171 bairros de Salvador. Não apenas a proliferação de roedores amplia os riscos de doenças letais, como a leptospirose, como também a sujeira convida à proliferação de perigosos mosquitos.

Quando às montanhas, parte desagradável dos cenários em ruas das periferias, juntam-se os lagos formados pela retenção das águas das chuvas, a situação toma o rumo de calamidade. É o contexto perfeito para “maternidades” de aedes Aegypt, escalando os riscos para disseminar arboviroses capazes de levar a óbito, como zika, dengue e chikungunya.

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As placas avisando da proibição do descarte, ou são ignoradas ou sequer são lidas pelos moradores das próprias ruas e localidades onde cometem a infração impunemente. É o tipo da desobediência civil sem sentido, um absurdo gol contra, pois produzem um mal contra a coletividade, dentro dela, suas famílias e até animais de estimação.

O excesso pode também ter como causa o desalento de disputar espaço nas calçadas com os monturos, pois não se pode negar o passo lento da coleta pela municipalidade. Diante do acúmulo, pela demora no esvaziamento dos contêineres, a possível resposta é o desânimo da população, resultando na atitude de jogar fora de qualquer jeito.

A Limpurb vem tentando amenizar com a instalação de pontos verdes, compostos de pneus com mudas de plantas, uma forma de substituir poluição por arranjos ecológicos. Trata-se de uma boa ideia, porém pontual e pueril, pois a cidade necessita de planejamento profissional para recolher os restos de comida, escombros e mobiliário.

À medida da expansão do consumo, graças à inclusão de mais pessoas no mercado de trabalho, aumenta a oportunidade para os gestores municipais atenderem à demanda. Uma boa pista é incentivar a participação da reciclagem, pois mesmo o aumento da frota de caminhões e de agentes de limpeza não dará conta se a cidade seguir crescendo.

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Tags

arborização urbana descarte de lixo gestão de resíduos proliferação de doenças reciclagem em Salvador saúde pública

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