Busca interna do iBahia
HOME > OPINIÃO

OPINIÃO

Responsabilidade e compromisso

Confira o editorial do jornal A TARDE desta terça-feira

Opinião
Por Opinião
Imagem ilustrativa da imagem Responsabilidade e compromisso
Foto: Divulgação | SSP

A discussão sobre ampliar ou não o porte de armas, como mostrou reportagem d’A TARDE de ontem, voltou a ocupar espaço no debate público. O tema, porém, exige transcender a opiniões polarizadas: requer responsabilidade institucional e compromisso com a verdade sobre a questão da segurança coletiva.

Em país marcado por violência, qualquer flexibilização precisa ser acompanhada de critérios rigorosos, formação adequada e mecanismos de controle. Carreiras atualmente autorizadas a fazer uso – policiais, agentes penitenciários, guardas – passam por processos extensos de aprendizado e fiscalização: o mesmo deve ser seguido.

Tudo sobre Opinião em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Agora, seriam estas mais as de auditores; peritos; agentes de trânsito, ambientais, proteção à infância e socioeducativos; oficiais de justiça; e membros da defensoria. O projeto de lei visando ampliar categorias aptas ao porte reacende preocupações legítimas, envolvendo premissas distintas relacionadas à hierarquia de valores morais.

A posse já é regulamentada, mas o porte – circular armado em espaços públicos – envolve riscos muito maiores, pois trata-se de disseminar o ânimo belicoso. Apoiadores da medida argumentam a importância de reforçar a proteção do comércio, sobretudo em áreas vulneráveis nas quais pode faltar a patrulha.

Especialistas – legitimados a abordar o tema na perspectiva da ciência – alertam para o efeito mais ululante e óbvio de maior circulação de armas. O arsenal robusto produz conflitos, consequentemente aumentando estatísticas de homicídios, entre os quais feminicídios; acidentes e duelos evitáveis.

A experiência internacional mostra o quanto as armas em punhos despreparados – e mesmo em “preparados” – ampliam tragédias, em vez de evitar as ocorrências. Pelo sim, pelo não, se for confirmada a medida em prol do armamento civil, é indispensável garantir formação funcional específica, com treinamento contínuo. A avaliação psicológica, se for mesmo criteriosa, pode servir de filtro necessário, além da comprovação de capacidade para portar o acessório de matar – ou morrer.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

debate sobre armamento porte de armas regulamentação de armas violência armada

Relacionadas

Mais lidas