LIGAÇÃO INTERNACIONAL
Da Bahia à Bolívia: entenda rota do CV que envolve liberdade e negócios
Seis lideranças já foram alcançadas pela SSP em 2026

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou nesta segunda-feira, 11, que seis líderes de facções com atuação no estado já foram capturados na Bolívia em 2026. Conforme uma fonte policial ao MASSA!, os criminosos têm ligação com o Comando Vermelho (CV), organização carioca que disputa o tráfico de drogas na Bahia. Dois dos suspeitos foram presos no domingo, 10, durante operação integrada das forças de segurança.
As investigações policiais, aliadas com a Interpol e da polícia boliviana, por meio do compartilhamento de informações, clareou os rastros criminosos dos indivíduos, levando à captura dos mesmos.
Relembre quem são:
- Matheus Nascimento Santos;

- João Vítor Santos Souza, vulgo Nanã;

- Cosme Câmara de Oliveira Filho, o Pilão;

- Kleber Nóbrega Pereira, vulgo Kekeu;
- Micaely Santos Silva;

- O sexto preso(a) não foi identificado(a).
Fuga em busca da liberdade
Entre as razões que motivam a fuga das lideranças para países fora do Brasil, sobretudo a Bolívia, estão a procura por uma maior 'liberdade', em um país onde não serão, em teoria, amplamente procurado pelas forças de segurança.
Além de que, por lá, a parceria com outras quadrilhas do cartel do narcotráfico fortalece a compra e importação de drogas e armas para o território brasileiro.
A atividade então é orquestrada pelos grupos criminosos, com a iniciação de operações de tráfico transnacional, que podem ocorrer tanto por terra, quanto por meios fluviais, com proveito das fronteiras do Brasil com os demais países, como Bolívia, Colômbia e Paraguai.
Polícia no rastro
O titular da SSP-BA, Marcelo Werner, celebrou mais uma operação bem sucedida, além de destacar a repressão contra o crime organizado e a crescente no número de lideranças criminosas alcançadas nos últimos meses.
"O trabalho de inteligência é imprescindível para a localização de lideranças e também na desarticulação das estruturas financeiras das facções. Diariamente removemos barricadas e desmontamos estruturas clandestinas de videomonitoramento. O Estado não será subjugado", disparou.
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