POLÍCIA
Seis chefes de facções da Bahia já foram capturados na Bolívia em 2026
Caso mais recente ocorreu neste domingo, 10, com a prisão de um casal

A atuação integrada das forças de segurança da Bahia resultou na captura de seis líderes de facções criminosas escondidos na Bolívia apenas em 2026. O caso mais recente ocorreu neste domingo, 10, com a prisão de um casal apontado como responsável pelo comando de uma organização criminosa com atuação na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.
“O trabalho de inteligência é imprescindível para a localização de lideranças e também na desarticulação das estruturas financeiras das facções”, afirmou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
O secretário ressaltou ainda que as operações de repressão qualificada seguem intensificadas em todo o território baiano.“Diariamente removemos barricadas e desmontamos estruturas clandestinas de videomonitoramento. O Estado não será subjugado”, declarou.
Relembre a prisão
Segundo as investigações, o homem preso, identificado como Kleber Nóbrega Pereira, Kékeu, liderava o tráfico de drogas e armas com forte atuação no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, além de cidades das regiões Sul e Sudoeste da Bahia. A esposa dele, Micaely Santos Silva, também foi presa e, de acordo com a SSP-BA, era responsável pela movimentação financeira da facção e pelo esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

As apurações indicam ainda que o casal coordenava o envio de drogas e armamentos, incluindo fuzis, para os estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Entre os crimes atribuídos à dupla estão lavagem de dinheiro, roubos, corrupção de menores e ordens para execuções violentas.
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A operação, batizada de Artemis, foi realizada em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e contou com a participação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Polícia Federal, Polícia Civil da Bahia, através do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, Interpol e Polícia Boliviana.
De acordo com a SSP-BA, o casal possuía mandados de prisão em aberto e havia passado por La Paz antes de ser localizado em Santa Cruz de La Sierra. O processo de extradição para o Brasil já foi iniciado.
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