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Diagnóstico não é sentença: saiba como tratar insuficiência cardíaca

O portal A TARDE conversou com uma cardiologista que explicou como manter a qualidade de vida

Luiza Nascimento
Por
Insuficiência cardíaca
Insuficiência cardíaca - Foto: Ilustrativa | Freepik

Receber o diagnóstico de insuficiência cardíaca pode assustar, mas a condição está longe de representar uma sentença, principalmente com os avanços da medicina e estudos voltados à descoberta e tratamento. Cada vez mais, pacientes conseguem controlar a doença, reduzir internações e manter a qualidade de vida.

No Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, celebrado nesta quinta-feira, 9, o portal A TARDE conversou com Maria Guerreiro, cardiologista do Ambulatório de Insuficiência Cardíaca Avançada do Hospital da Bahia.

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Segundo a especialista, a condição é a via final de diversas doenças cardiovasculares e, com o envelhecimento populacional e aumento da sobrevida, a incidência tem aumentando. No entanto, há avanços científicos importantes que permitem a melhoria na qualidade de vida, diagnóstico precoce e detectação do problema antes dos sintomas graves.

"Nas últimas décadas, tivemos a avanços importantes no tratamento com novas medicações e outras opções terapêuticas que mudaram o cenário da doença, permitindo ao paciente maior sobrevivência e melhor qualidade de vida. Muitos deles levam uma vida sem limitações, conseguindo preservar suas atividades laborais, prática de atividade física e atividades de lazer", explicou a cardiologista.

Atenção aos sinais

A melhor forma de controlar e identificar a causa da condição é através do diagnóstico precoce, pois há casos em que a insuficiência pode ser reversível. No entanto, existe um grande desafio: os sintomas costumam ser confundidos com outras doenças, o que pode dificultar na detecção.

Desta forma, é importante se atentar aos sinais:

  • Cansaço para realizar atividades rotineiras;
  • inchaço no corpo (como nas pernas e abdômen);
  • ganho de peso;
  • intolerância ao exercício;
  • falta de ar (principalmente ao deitar);
  • palpitações.

"Esses sintomas muitas vezes podem ser confundidos com outras causas como ansiedade, falta de condicionamento físico, problemas pulmonares, o que pode levar ao atraso em procurar o cardiologista", disse Guerreiro.

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Como identificar e tratar?

Seja na tentativa de reverter a insuficiência cardíaca, alterar a história natural da doença ou minimizar os impactos, tratamentos são indispensáveis para reduzir a mortalidade e internações.

Para a investigação inicial, é indispensável a realização de exames como:

  • Eletrocardiograma;
  • ecocardiograma;
  • radiografia de toráx;
  • dosagem no sangue de peptídeos natriuréticos.

"A depender desses resultados iniciais, pode ser necessário prosseguir com exames como cateterismo ou ressonância magnética do coração para pesquisar a causa. Com o avanço da medicina de precisão, os testes genéticos vem ganhando espaço na avaliação da insuficiência cardíaca para pesquisa etiológica e prognóstico em casos selecionados", disse a especialista.

Tratamento

Identificada a causa, é a vez de iniciar o tratamento, que não consiste apenas em medicações. Alguns hábitos de vida são fundamentais para manter boa qualidade de vida, reduzir internações e progressão da doença.

São eles:

  • Prática regular de atividade física;
  • cessar uso do cigarro;
  • evitar consumo de bebida alcoólica;

Outros pontos importantes são evitar ingesta excessiva de sódio e líquidos (esses limites devem ser orientados pelo cardiologista que acompanha o paciente) bem como monitoramento do peso.

As inovações nas ultimas décadas na terapêutica da insuficiência cardíaca permitiram melhora significativa da qualidade de vida e sobrevivência do paciente, conforme dia Maria Guerreiro.

Segundo ela, a terapia farmacológica direcionada quando instituída precocemente é capaz de reduzir em até 70% a mortalidade.

"Nos ultimos anos tivemos o surgimento de novas medicações que se mostraram eficazes nos estudos em melhorar sintomas, aumentar sobrevida e prevenir internações. Além disso, temos o avanço de procedimentos em casos selecionados como ablação ou implante de marcapasso", diz a cardiologista.

As doenças cardiovasculares são as de maior prevalência mundialmente, e muitas delas podem cursar com insuficiência cardíaca. Por isso, é muito importante controlar os fatores de risco para doenças cardiovasculares como tabagismo, hipertensão, consumo de bebida alcoolica, sedentarismo e dieta inadequada.

Embora a condição seja crônica e exija acompanhamento por toda a vida, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento transformaram a realidade de milhares de pacientes. Quanto antes identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas, evitar complicações e manter uma rotina ativa e com qualidade de vida.

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cardiologia qualidade de vida Saúde

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