APONTA SSP
Grupo preso com cocaína no Porto de Salvador é ligado a facção de SP
Investigação aponta que suspeitos tentavam enviar 1 tonelada de cocaína para a Europa


Os nove suspeitos presos com cerca de 1 tonelada de cocaína no Porto de Salvador são apontados como integrantes de uma facção criminosa originária de São Paulo, segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
O grupo foi localizado em um compartimento falso de um caminhão durante uma operação integrada neste domingo, 2. De acordo com a investigação, os envolvidos planejavam enviar a carga para a Europa.
A droga foi apreendida por equipes das Polícias Federal e Militar da Bahia, com participação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia.
Entre os presos estão sete baianos e dois paranaenses. Os suspeitos residem em bairros de Salvador como Boca do Rio, Chame-Chame, Mata Escura, Tororó, Praia Grande e Pau Miúdo, além de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
Atuação organizada no transporte da droga
Segundo a SSP-BA, o grupo utilizava uma estrutura preparada para esconder o entorpecente durante o transporte. Os investigadores também identificaram o uso de máscaras e luvas pelos suspeitos, com o objetivo de dificultar a identificação durante a preparação da carga.
A apreensão ocorreu a partir de uma ação baseada no Policiamento Orientado pela Inteligência, estratégia que reúne informações de diferentes órgãos para identificar integrantes e interromper atividades de organizações criminosas.
Operação reuniu forças estaduais e federais
A ação contou com o compartilhamento de dados entre as áreas de inteligência das Polícias Federal e Militar e da FICCO Bahia.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que operações integradas continuarão sendo realizadas contra grupos envolvidos com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Os presos deverão responder por tráfico internacional de drogas e associação criminosa.