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JÚRI POPULAR

“O que queremos é a condenação”, diz advogado da família de Sara Freitas

Julgamento foi retomado nesta terça-feira, no Fórum Criminal de Dias D’Ávila

Luiza Nascimento e Victoria Isabel

Por Luiza Nascimento e Victoria Isabel

24/03/2026 - 8:44 h

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Rogério Matos
Rogério Matos -

O júri popular do caso Sara Freitas é retomado nesta terça-feira, 24, no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Na ocasião, os três acusados pelo feminicídio da cantora gospel, Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como “Bispo Zadoque”, e Victor Gabriel Oliveira Neves, serão julgados.

Ao portal A TARDE, o advogado da família da vítima, Rogério Matos, afirmou que a expectativa é positiva para o desfecho do julgamento.

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“A nossa expectativa é a melhor possível. Já houve nesse mesmo fórum a condenação do motorista Gideão há 20 anos e 4 meses. É um local extremamente seguro. Se vocês observarem, tem mais policiais do que pessoas na rua. Então o adiamento que houve em novembro, que a defesa alegou que o local era inseguro, não é verdade", afirmou.

"Então, nós vamos postular agora a condenação dos três que faltam, pelos crimes de homicídio, pela qualificadora de feminicídio, mais três qualificadoras, o crime de ocultação de cadáver e associação criminosa”, completou.

Sobre a família da vítima, o advogado também comentou a expectativa por justiça. “Há uma sensação parcial de justiça, por que parcial? Porque eles seguem presos desde o momento que foram decretados as prisões preventivas. Então, há uma justiça parcial, mas o que queremos de fato ver é a condenação. A condenação que de certo sairá aqui hoje", relatou.

Histórico de adiamentos

O júri estava inicialmente marcado para 25 de novembro de 2025, mas foi suspenso após os advogados dos três réus deixarem o plenário de forma coletiva, alegando falta de estrutura e segurança. À época, a magistrada considerou as alegações protelatórias e determinou comunicação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apuração.

Posteriormente, o julgamento foi redesignado para 24 de fevereiro de 2026 e depois ajustado para 3 de março, em razão de feriado local. A nova data, no entanto, também precisou ser alterada.

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Relembre o crime

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho, no município. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sara foi morta com extrema violência. Ela teria sido atraída com um falso convite para participar de um evento religioso e executada com 22 golpes de faca.

Sara foi morta com 22 facadas e teve o corpo queimado
Sara foi morta com 22 facadas e teve o corpo queimado | Foto: Reprodução Redes Sociais

O corpo foi posteriormente ocultado e queimado. As investigações indicam que o trio agiu de forma organizada, com divisão de tarefas e motivado por promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos envolvidos.

Condenação anterior

Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas pelo crime. Um dos acusados, Gideão Duarte de Lima, já foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri em 16 de abril deste ano. Ele recebeu pena de 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Segundo a acusação, Gideão foi o responsável por atrair a cantora até um local isolado, onde ela foi emboscada e morta.

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julgamento Júri popular sara freitas

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