Busca interna do iBahia
HOME > POLÍCIA

POLÍCIA

Pastor faturou R$ 3 milhões com orações produzidas por IA

Golpistas se passavam por pastores e pediam até R$ 1,5 mil por orações

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Quadrilha utilizava áudios previamente gravados com promessas de curas e milagres
Quadrilha utilizava áudios previamente gravados com promessas de curas e milagres - Foto: © Tânia Rêgo | Agência Brasil

Foi realizada uma operação na quarta-feira, 24, por equipes da delegacia de Niterói, em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro, contra golpistas que se passavam por pastores. Os criminosos cobravam até R$1,5 mil para fazer orações produzidas por inteligência artificial e operar milagres.

Forma cumpridos mandados de busca e apreensão por crimes como estelionato, falsa identidade, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Luiz Henrique dos Santos Ferreira, o Pastor Henrique Santini, é tido como chefe do esquema.

Tudo sobre Polícia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

A quadrilha atuava em todo país via central de telemarketing. As investigações da Operação Blasfêmia foram iniciadas em fevereiro deste ano e revelaram uma organização sofisticada, com dezenas de atendentes contratados por meio de anúncios em plataformas on-line de vendas.

Leia Também:

BRASIL

Desdém? Edir Macedo causa polêmica ao falar sobre pastor que se suicidou
Desdém? Edir Macedo causa polêmica ao falar sobre pastor que se suicidou imagem

POLÍTICA

Silas Malafaia compara PF com polícia nazista após operação
Silas Malafaia compara PF com polícia nazista após operação imagem

BAHIA

Pastor é preso suspeito de abuso sexual em ritual de "purificação"
Pastor é preso suspeito de abuso sexual em ritual de "purificação" imagem

Ao serem contratados eram orientados a se passar por um líder religioso de uma igreja em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, durante atendimentos via WhatsApp. A quadrilha utilizava áudios previamente gravados com promessas de curas e milagres, condicionadas à realização de transferências bancárias via Pix. Os valores cobrados variavam entre R$ 20 e R$ 1,5 mil conforme o “tipo de oração” oferecida.

Para dificultar o rastreamento, havia uma rede de contas bancárias registradas em nome de terceiros. De acordo com as investigações, mais de R$ 3 milhões foram movimentados em um período de dois anos.

Os atendentes recebiam comissões proporcionais à arrecadação semanal e eram submetidos a metas de desempenho. Aqueles que não atingiam o valor mínimo estipulado eram dispensados.

Ao todo, foram flagradas 42 pessoas realizando os atendimentos. Os policiais apreenderam 52 telefones, 6 notebooks e 149 cartões pré-pagos de telefonia móvel. Até o momento, o falso pastor e outras 22 pessoas foram denunciados.

A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias, sequestro de bens e o uso de tornozeleira eletrônica para o pastor Santini.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

estelionato golpistas pastor Rio de Janeiro

Relacionadas

Mais lidas