POLÍCIA
Quem é o dono da clínica investigada por mortes e tortura em Candeias?
Denúncias envolvem maus-tratos, agressões, ameaças, tortura e cárcere privado


Moisés de Jesus Leal é o proprietário da clínica dereabilitação Terra Santa Videira, localizada em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O estabelecimento virou alvo de investigações da Polícia Civil da Bahia após a confirmação de duas mortes, além de denúncias que envolvem maus-tratos, agressões, ameaças, tortura e cárcere privado no local. O portal A TARDE teve acesso às imagens do crime e do suspeito.
Moisés é ex-dependente químico de cocaína e fundou o espaço voltado para o acolhimento e tratamento de pessoas com dependência em drogas e álcool. No entanto, seu nome passou a figurar no centro de inquéritos policiais após episódios graves virem à tona em maio de 2026, envolvendo um paciente e um funcionário da unidade.

Suspeitas e paradeiro
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de Moisés, localizada no bairro do Cabula, em Salvador, as equipes policiais não o encontraram no local. Na ocasião, os agentes apreenderam um celular e um computador para análise pericial.
A Polícia Civil da Bahia também apura possíveis vínculos de Moisés com o crime organizado. Informações sob análise da equipe de investigação indicam uma suposta ligação do empresário com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
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Dono da clínica será investigado
A clínica de reabilitação passou a ser investigada após dois casos de repercussão. O primeiro envolve o interno Geovane Santana Lopes, de 31 anos, que sofreu graves queimaduras na unidade em dezembro de 2025 e morreu em 4 de maio de 2026. A família contesta a versão da defesa de que o jovem teria ateado fogo ao próprio corpo e relata ter sofrido negligência.
Quatro dias após a morte de Geovane, o monitor da clínica Iago Marques Formiga, de 33 anos, desapareceu. O corpo do funcionário foi localizado no dia 19 de maio de 2026, carbonizado e com perfurações de arma de fogo na BA-530, em Camaçari. Parentes das vítimas suspeitam de relação entre os casos, enquanto a defesa da instituição classifica os fatos como uma "coincidência infeliz".
O caso é apurado pela 20ª Delegacia Territorial (DT/Candeias), enquanto a morte do monitor é investigada pela 4ª Delegacia de Homicídios (DH/Camaçari).


