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JUSTIÇA

Sara Freitas: 2ª parte do julgamento gera 'divergência' entre juiz e defesa

Clima de desacordo teve início após os advogados de Ederlan solicitarem uma nova oitiva de Esmeralda Mariano, filha do ex-casal

Silvânia Nascimento / Portal Massa!

Por Silvânia Nascimento / Portal Massa!

24/03/2026 - 18:12 h

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Imagem ilustrativa da imagem Sara Freitas: 2ª parte do julgamento gera 'divergência' entre juiz e defesa
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A segunda etapa do julgamento dos três acusados pela morte da cantora Sara Freitas, iniciado às 15h53 desta terça-feira, 24, no Fórum Gérson Pereira dos Santos, em Dias D'Avila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi marcada por 'divergências' entre a defesa de Ederlan Mariano e do juiz Bernardo Mario Dantas, responsável por conduzir a sessão.

O clima de desacordo teve início após os advogados de Ederlan solicitarem uma nova oitiva de Esmeralda Mariano, filha do ex-casal, que completa 14 anos nesta terça-feira. Contudo, de imediato, o requerimento foi negado pelo juiz. "Ela já foi ouvida. Não vejo razão para isso. Esmeralda já foi exposta uma vez em depoimento. Mantenho a decisão. Ela não é testemunha de viso", disse Bernardo.

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Em uma parte da justificativas, o juiz teve sua fala interrompida pela defesa de Ederlan que insistiu com o pedido, alegando que Dolores Freitas e a Soraya Freitas, mãe e irmã de Sara, apresentaram versões inéditas no julgamento desta terça.

"Para os jurados pode servir como esclarecimento. Seria uma oportunidade única de levar para o conselho de clareza para não ficar lacuna que pode ser esse depoimento", pontuou um dos advogados do acusados, explicando o porquê da necessidade de novas oititvas da garota.

"Elas trouxeram fatos que nunca foram apresentados e relatados, e só quem pode confirmar é ela [a adolescente]", alegou Otto Lopes.

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Decisão mantida

As justificativas apresentadas pelos advogados não foram suficientes para convencer o juiz a voltar atrás da decisão. A excelência chegou solicitar que o Ministério Público, por meio de uma promotora, expusesse seu posicionamento acerca do requerimento. Assim como a Justiça, o MP também foi contra a exposição da garota em um novo depoimento.

"Essa questão já foi decidida por mais de três vezes durante o trâmite processual. Já ouve deferimento desse pedido. O MP, depois da investigação da Polícia Civil, identificou o genitor da adolescente como um dos envolvidos na prática do crime. A legislação impede [exposição da adolescente] isso, os senhores sabem disso", explicou a promotora ao fazer referência à Lei nº 13.431/2017, conhecida como Lei da Escuta Protegida, estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

Ainda durante sua decisão, o juiz disse que o video - gravado com depoimento de Esmeralda - pode ser reproduzido no julgamento de hoje, dispensando então, a necessidade de expor a garota.

"Eu não vou trazer para esse julgamento uma adolescente de 14 anos. Existe o audiovisual para reproduzir. Essa adolescente sofre. Se fosse para ouvi-lá não seria aqui, teria que ser mediado, em uma sala reservada e os senhores não iam fazer as perguntas diretamente para ela. As perguntas seriam feitas diretamente por uma psicóloga que ia precisar adequà-las. E outra coisa, ela tinha 11 anos quando o crime aconteceu. A memória já não é mais a mesma", completou o juiz.

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DIas d'Ávila sara freitas tribunal do júri

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