Busca interna do iBahia
HOME > POLÍCIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

POLÍCIA

Mãe de Sara Freitas relata “sonho revelação” com a morte da filha antes do crime

Dolores Freitas também relatou ameaças, consumo de álcool e comportamento agressivo de Ederlan; veja detalhes do depoimento

Luan Julião e Luiza Nascimento

Por Luan Julião e Luiza Nascimento

24/03/2026 - 15:37 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima
Mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima -

O julgamento dos acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas foi marcado por um depoimento forte e carregado de emoção nesta terça-feira, 24, no Fórum de Dias D’Ávila. A mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima, trouxe novos detalhes sobre o relacionamento da filha e fez um relato que chamou atenção no plenário.

“Sonho revelação” antes do crime

Um dos pontos mais impactantes do depoimento foi a afirmação de que, cerca de dois meses antes do crime, Dolores teria tido um sonho em que via a filha sendo morta pelo próprio marido, Ederlan Santos Mariano.

Tudo sobre Polícia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Segundo ela, na mesma visão, os outros dois acusados também apareciam, o que, de acordo com seu relato, aumentou a preocupação com a segurança da filha ainda em vida.

Relacionamento conturbado

Durante o depoimento, a mãe detalhou como começou o relacionamento entre Sara e Ederlan, afirmando que os dois se conheceram pelas redes sociais e que ele chegou a viajar até Fortaleza para conhecê-la.

Ela também descreveu um relacionamento marcado por conflitos. De acordo com Dolores, Sara relatava que o companheiro consumia bebida alcoólica com frequência, utilizava substâncias químicas e apresentava comportamento agressivo dentro de casa.

Ainda segundo o depoimento, as queixas da cantora teriam se intensificado após a mãe compartilhar o sonho e demonstrar medo do que poderia acontecer.

Dependência financeira e conflitos

Dolores afirmou que Sara era a principal responsável pelo sustento da casa, trabalhando como cantora e com a venda de produtos, além de receber ajuda de líderes religiosos.

Já Ederlan, segundo ela, trabalhava com filmagens, mas enfrentava dificuldades na área e não aceitava buscar outra ocupação, o que gerava discussões frequentes.

A mãe também relatou que a filha chegou a guardar cerca de R$ 30 mil com ela, temendo que o marido tivesse acesso ao dinheiro.

Ameaças e comportamento suspeito

O depoimento também trouxe relatos de episódios de ameaça. Segundo Dolores, Sara contou que o marido queria comprar uma arma e que, ao discordar, foi ameaçada.

Ela ainda afirmou que o comportamento dele incluía crises de ciúmes e suspeitas de monitoramento, o que levou a cantora a trocar de celular.

Leia Também:

Dolores relatou ainda um episódio em que disse ter sido embriagada sem consentimento por Ederlan e ameaçada após mencionar a possibilidade de chamar a polícia.

Outros pontos citados no depoimento

A mãe da vítima também mencionou episódios anteriores envolvendo o acusado, como a suspeita de furto de dinheiro de familiares, além de conflitos familiares envolvendo a filha de Sara.

Ela ainda comentou sobre pessoas próximas à cantora, incluindo um homem apontado como possível envolvimento amoroso da vítima, negando qualquer relação.

Como funciona o julgamento

O júri popular do caso Sara Freitas segue em andamento nesta terça-feira, 24, no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Ao todo, 17 testemunhas foram arroladas no processo, que julga três réus acusados de participação no feminicídio.

A sessão ocorre em segredo de Justiça, mas é aberta ao público e à imprensa, com algumas restrições. Segundo o juiz Bernardo Mário Dantas Lubambo, titular da 14ª Vara Criminal da Comarca de Salvador, a expectativa é de que o julgamento se estenda por mais alguns dias, embora haja a intenção de concluir ainda nesta terça.

O rito do júri segue uma sequência definida:

  • Primeiro são ouvidas as testemunhas do Ministério Público, cinco ao todo, começando pela mãe da vítima, Dolores Freitas;
  • Em seguida, prestam depoimento as testemunhas de defesa, com número que varia entre os réus;
  • Após os depoimentos, são realizados os interrogatórios dos acusados;
  • Na sequência, acusação e defesa apresentam seus argumentos em debate, com até 2h30 para cada lado;
  • Por fim, ocorre a réplica, com direito a até 2 horas.

Relembre o crime

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do povoado Leandrinho, em Dias D’Ávila. De acordo com o Ministério Público, Sara Freitas foi atraída sob o pretexto de participar de um evento religioso e assassinada com 22 golpes de faca.

Após o homicídio, o corpo foi ocultado e queimado. As investigações apontam que o crime foi cometido de forma organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, motivado por promessa de recompensa financeira e interesses ligados à carreira artística de um dos acusados.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

Bahia justiça sara freitas

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima
Play

Caso Thamires: rodoviário diz viver com medo e afirma temer perder o emprego

Mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima
Play

Justiça por Thamires: multidão, protesto e cortejo marcam sepultamento em Salvador

Mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima
Play

Thamiris: população tenta incendiar casa de suspeito e ônibus são remanejados

Mãe da vítima, Dolores Freitas Souza Lima
Play

Caso Thamiris: o que se sabe sobre o desaparecimento após 7 dias

x