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INVESTIGAÇÃO

Suspeitos pela morte do cão Orelha serão ouvidos na próxima semana

Polícia Civil já identificou dois dos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no crime

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

26/01/2026 - 19:03 h

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Orelha era um cachorro comunitário do bairro de Praia Brava, em Florianópolis
Orelha era um cachorro comunitário do bairro de Praia Brava, em Florianópolis -

A Polícia Civil identificou dois adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte do cachorro comunitário Orelha, no bairro de Praia Brava, em Florianópolis. Os jovens devem ser ouvidos na próxima semana, após retornarem de uma viagem aos Estados Unidos, que havia sido planejada antes da morte do animal.

Além dos dois já identificados, outros dois adolescentes ainda são suspeitos de envolvimento no crime. A Polícia Civil também identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação no curso da investigação, todos parentes dos adolescentes investigados.

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Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta segunda-feira, 26, pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle). Dois deles ocorreram em endereços ligados a adolescentes suspeitos.

Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por análise e podem auxiliar no avanço das investigações.

A polícia ainda fez buscas na residência de um adulto que supostamente teria coagido uma testemunha para tentar localizar uma possível arma de fogo que teria sido utilizada na ameaça. O item não foi encontrado, mas os policiais localizaram drogas para uso pessoal no local.

Entenda o caso

O cachorro Orelha vivia há mais de 10 anos no bairro Praia Brava, na região Norte de Florianópolis, e era cuidado por moradores e pescadores. No entanto, o cachorro ficou gravemente ferido após ser agredido a pauladas no dia 15 de janeiro.

Após a agressão, o animal foi abandonado em uma área de mata. Moradores encontraram o animal e o levaram ao veterinário, mas não foi possível salvá-lo, de modo que ele foi submetido à eutanásia.

Uma das moradoras do bairro fez uma postagem nas redes sociais afirmando que o ato chegou a ser filmado por um vigia do local. Segundo ela, o vigia teria sido ameaçado por familiares dos suspeitos após divulgar as imagens.

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