POLÍTICA
Ação de marqueteiro vai ao MP


O líder da oposição na Câmara Municipal, vereador Paulo Magalhães Júnior (DEM), e outros integrantes da bancada oposicionista preparam representação que será encaminhada ao Ministério Público com pedido de apuração de responsabilidade sobre a atuação do marqueteiro Maurício Carvalho. Em entrevista a A TARDE, na última quarta, Carvalho afirmou ter pedido “a substituição” do secretário Vitor Hugo (Comunicação) por incompatibilidade com o seu trabalho de marketing para a reeleição do prefeito João Henrique (PMDB).
Na avaliação dos vereadores Paulo Magalhães (DEM), Téo Senna (PTC) e Tia Eron (DEM), o homem de marketing não poderia exercer essa influência na administração municipal. “A reeleição é a prioridade do Thomé de Souza?”, indagou o vereador Paulo Magalhães. “Quem paga o salário de Maurício Carvalho?”.
Para o líder Paulo Magalhães, o episódio da demissão dos jornalistas Vitor Hugo Soares e Jorge Ramos, respectivamente secretário de Comunicação e assessor especial, revelou a existência de uma zona de conflito entre a máquina pública e a campanha pela reeleição: “As declarações do marqueteiro Maurício Carvalho demonstram o uso da máquina na campanha do prefeito. Isso precisa ser devidamente analisado pelo Ministério Público”.
Depois de haver declarado a A TARDE que atua, desde o final do ano passado, como assessor da pré-campanha do prefeito João Henrique, motivo pelo qual “precisa de todas as ferramentas de marketing e de harmonia nesse trabalho“, o marqueteiro Maurício Carvalho afirmou nesta quinta não ter relação comercial com a Prefeitura. “Não existe contrato de consultoria para a pré-campanha. Sou amigo do prefeito e da primeira-dama. O que fiz foi sem vínculo empregatício. Fiz apenas por amizade”.
Durante visita a obras na capital baiana, o prefeito João Henrique e o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) minimizaram o assunto.