NOVO ESPORTE?
Alba debate reconhecimento do airsoft como modalidade esportiva
O airsoft é um esporte de simulação tática que utiliza réplicas de armas de fogo


A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) realizou um seminário que discutiu o marco regulatório e o reconhecimento do airsoft como modalidade desportiva no estado. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 28, no Plenarinho da Casa, e foi promovido pelo deputado Diego Castro (PL)
O airsoft é um esporte de simulação tática que utiliza réplicas de armas de fogo para jogos em equipe. Essas armas disparam pequenas esferas plásticas e são projetadas para parecerem o mais realistas possível, sem serem letais.
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Conforme destacou Diego Castro, o seminário foi um momento de escuta dos praticantes da modalidade no estado. Ele lembrou que tramita na Alba um projeto de lei de sua autoria que prevê a regulamentação da atividade como desporto e também cria o Dia Estadual do Airsoft.
Proposta tramita na Alba
Diego Castro explicou que o debate no seminário resultará em um relatório que vai embasar a defesa do Projeto de Lei nº 26.125/2025, que está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O texto busca o reconhecimento do airsoft como desporto e visa estimular a prática esportiva organizada e o associativismo, além de promover a integração social, o trabalho em equipe, a disciplina e o respeito às regras; incentivar hábitos saudáveis e atividades recreativas responsáveis; e fomentar eventos esportivos, turísticos e culturais relacionados à modalidade.
O projeto também prevê a criação do Dia Estadual do Airsoft, a ser celebrado anualmente em 17 de agosto, passando a integrar o calendário oficial de eventos do estado da Bahia.
A ideia, afirmou Diego Castro, é que a data seja celebrada com atividades esportivas, educativas, culturais e comemorativas relacionadas ao airsoft, em parceria com entidades públicas e privadas.
Fins recreativos
Durante o evento, Diego Castro ressaltou que a modalidade possui fins recreativos, culturais e educacionais.
“Nosso objetivo é mostrar a função social dessa atividade, que carece de reconhecimento como modalidade esportiva no nosso estado. É uma prática que promove disciplina, espírito de grupo e, acima de tudo, o esporte. E é isso que buscamos aqui: o reconhecimento desse marco legal”, apontou o legislador.
No decorrer do seminário, deram contribuições ao debate representantes como Franklin Santos, vice-presidente da Associação Desportiva Kavock Airsoft Team; Marcos Pinho Santos, presidente da Associação Dias d’Ávila Airsoft; e Marta Oliveira, que representou o público feminino praticante da modalidade na Bahia.


