7 DE SETEMBRO
Ameaças ao STF circulam em grupos de PMs no WhatsApp e Telegram
Em “nome da democracia”, policiais militares do Rio e SP prometem "revolta devastadora"



Grupos de WhatsApp e Telegram monitorados pelo portal Poder360 indicam que policiais militares, do Rio de Janeiro e de São Paulo, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), não têm uma pauta fechada para as manifestações do dia 7 de setembro. Enquanto uma parte fala em se vestir com as cores da bandeira nacional e manifestar-se pela democracia, outra parte ameaça “cacete, bala e bomba nesses esquerdas”.
No grupo “Legião de Idealistas”, um dos usuários diz que o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, está “apelando”. Fala sobre a decisão que proibiu peças publicitárias do Ministério do Turismo que citavam o governo federal sobre os 200 anos da Independência. “Setembro até morte vai ter, pode esperar”, escreveu o usuário em mensagem de 29 de agosto.
Já no grupo “ROTA ETERNA 3.0”, que reúne veteranos do batalhão de elite de São Paulo, tem mensagens dissonantes. Alguns oficiais falam em levar familiares e crianças para o ato. A ideia é mostrar “união e valores patrióticos, honra, justiça, democracia e progresso do Brasil”.
Segundo apurou o Poder 360, uma mensagem em tom alarmista foi compartilhada no grupo “Mike” por 6 vezes na última semana —o grupo tinha 230 usuários até 5 de setembro. O texto cita uma notícia falsa de que os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luis Roberto Barroso estariam trabalhando para barrar a candidatura de Bolsonaro e Braga Netto, candidato a vice na chapa do atual chefe do Executivo. Fala em “revolta popular devastadora”.