DOSIMETRIA
André Janones faz alerta dramático sobre rumos do governo Lula
Parlamentar reforça necessidade urgente de comunicação mais popular e menos acadêmica

O deputado federal André Janones (Avante-MG) utilizou as redes sociais nesta quinta-feira, 30, para disparar um alerta contundente à base governista e aos partidos de esquerda.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), o parlamentar criticou a estratégia de comunicação adotada na tramitação do projeto de lei que trata da dosimetria de penas, derrubado pelo Congresso, sob atuação do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Janones sugeriu que o uso de termos técnicos e referências históricas distantes da realidade popular está pavimentando o caminho para uma derrota nas urnas em outubro.
Dosimetria vs. Beira-Mar
De acordo com Janones, a aprovação da matéria não ocorreu por mérito técnico hoje, mas sim no momento em que a esquerda aceitou o enquadramento semântico proposto pela oposição ou pela burocracia legislativa.
Para o deputado, o termo "dosimetria" é inacessível ao grande público, enquanto expressões mais diretas teriam maior impacto mobilizador.
O parlamentar argumenta que o projeto deveria ter sido combatido ou apresentado sob a ótica dos efeitos práticos, como a possível libertação de criminosos notórios.
Ele citou que, enquanto o povo entende nomes como "Fernandinho Beira-Mar", a esquerda prefere se perder em termos jurídicos que "ninguém no público em geral faz a mínima ideia do que significa".
Leia Também:
Distanciamento popular
A crítica do parlamentar também atingiu a forma como figuras históricas são utilizadas no debate político atual. Janones mencionou o uso do nome de Rubens Paiva — ex-deputado cassado e desaparecido durante a ditadura militar — como um exemplo de referência que, embora fundamental para a elite intelectual e política, não ressoa com o eleitor médio.
"Estamos perdendo a narrativa não para a direita, mas para o nosso próprio elitismo e arrogância intelectual", afirmou o deputado.
Futuro da democracia
Para Janones, o cenário atual é um prenúncio de um desastre eleitoral. Ele projeta que a manutenção dessa postura "arrogante" vai levar a uma derrota inevitável nas eleições municipais de outubro de 2026. As consequências, segundo ele, seriam sistêmicas:
Uma vitória da oposição este ano consolidaria uma maioria no Senado e, consequentemente, influência direta sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do próximo ano.
O deputado foi drástico ao afirmar que, nesse cenário, a democracia brasileira estaria "acabada", independentemente de Luiz Inácio Lula da Silva permanecer na presidência.
"Se não começarmos a dialogar com o povo brasileiro enquanto ainda há tempo, a derrota vai ser inevitável. Quem viver verá!", concluiu o parlamentar, reforçando a necessidade urgente de uma comunicação mais popular e menos acadêmica por parte do campo progressista.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




