ELEIÇÕES
"As pessoas não valorizam a vaga de suplente", diz Rui Costa
Declaração surge em meio ao imbróglio sobre vaga do senador Angelo Coronel, que tentará reeleição

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira, 29, que as vagas de suplente deveriam ser mais valorizadas, fazendo um paralelo com ministérios que são ocupados por políticos eleitos nas urnas, mas acabaram abrindo espaço para os seus substitutos imediatos ao assumir missões no Poder Executivo.
A fala do ex-governador da Bahia vem no âmbito das discussões sobre a formação da chapa majoritária no estado. Para o governo, Jerônimo Rodrigues (PT) deve mesmo partir para a reeleição. No Senado é que ainda está a questão.
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A dupla governista deve ser mesmo formada por Rui Costa e Jaques Wagner. Inclusive, em entrevistas recentes, os dois caciques tem dito que a chapa "puro-sangue" deve mesmo colocada à prova nas urnas.
O problema é que o arranjo deve alijar o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que deve concorrer a um novo mandato na Casa com uma candidatura avulsa. Outra possibilidade é a de que ele dispute o pleito na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que é pré-candidato ao Governo da Bahia.
Suplentes subestimados
Em entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, o ministro disse que os cargos de suplente fazem parte da composição da chapa, mas que são subestimados no debate político.
Ele citou dois exemplos que ocorrerem na Esplanada dos Ministérios: o de Camilo Santana (Educação) e o de Wellington Dias (Desenvolvimento Social).
“Às vezes as pessoas não valorizam a vaga de suplente. O ministro Camilo Santana, por exemplo, está há mais de três anos no Ministério da Educação, e quem ocupa a vaga de senador pelo Ceará é a suplente dele”, disse.
"[No caso de Wellington Dias], quem está no Senado há quatro anos é o suplente. Ou seja, o suplente muitas vezes exerce plenamente o mandato, às vezes por um período inteiro", acrescentou.
Cargos estratégicos
Conforme Rui Costa, os cenários apontam que os cargos sejam considerados estratégicos na articulação política. “Se a pessoa vai exercer outra atividade, como secretário ou ministro, o suplente assume e exerce plenamente o cargo. Portanto, é um espaço muito relevante”, afirmou.
“São duas vagas para o Senado. Eu coloquei o meu nome à disposição e nós estamos discutindo com Wagner, com o Coronel, com o PSD, com todo mundo, conversando muito. Nós vamos anunciar oficialmente, eu espero, até o final de março”, finalizou Rui Costa.
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