ELEIÇÕES 2022
“Ataca coisas que antes defendia”, rebate Lúcio sobre críticas de Neto
Ex-deputado lembrou comportamentos de Neto com motivações eleitoreiras que prejudicaram pais de família



Dias após o candidato ao governo da Bahia pelo partido União Brasil, ACM Neto, fazer críticas ao governador Rui Costa (PT) por suposta motivação política na exoneração de um tenente coronel, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima foi às redes sociais contestar as declarações do postulante de oposição ao PT na Bahia. “Não dá mais para ouvir calado alguém criticar nos outros o que ele mesmo faz”, rebateu Lúcio em publicação feita na tarde dessa sexta-feira, 19.
Ao portal A TARDE, Lúcio expôs uma extensa lista de comportamentos do candidato que faz oposição a Jerônimo Rodrigues (PT) com motivações eleitoreiras. “O passado é o fiscal do presente”, sentenciou Lúcio.
O primeiro caso citado pelo ex-deputado federal foi o do agora ex-secretário de Educação da cidade de Itapetinga, Geraldo Trindade, que foi exonerado pelo prefeito Rodrigo Hagge, coordenador de campanha do candidato do União Brasil, por ter feito uma visita de cortesia a Jerônimo, quando esse esteve de passagem pela cidade.
“Sai botando a boca no trombone pra dizer que foi perseguição, que não vai permitir que isso aconteça na Bahia. Não vai permitir como? Se fosse pra não permitir, se ele tivesse tanta certeza que foi realmente uma injustiça, ele falava com o prefeito que foi nomeado por ele coordenador da campanha no sudoeste da Bahia e região que fizesse o ato e voltasse atrás”, questionou Lúcio, pontuando que a indignação do candidato é conveniente. “Dois pesos, duas medidas”, disse.
“O que não dá é querer transformar uma atitude administrativa numa atitude política, principalmente quando já foi feito da mesma forma. O passado é fiscal do presente. Não adianta apontar do dedo sujo quando fez a mesma coisa lá atrás. As pessoas esquecem do comportamento que já teve e aí em nome de um interesse próprio, de uma vantagem, de um ganho eleitoral, fica atacando coisas que antes defendia”, refuta.
Lúcio Vieira Lima lembrou ainda o rompimento do postulante do União Brasil com João Roma, também candidato ao governo do estado pelo Partido Liberal. “Quando João Roma foi ministro da Cidadania que ele discordou, o que ele fez? Mandou demitir diversos pais de família dizendo: ou fica com Roma ou fica comigo!”, lembrou. “É faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, ironizou.
Lúcio ainda sugeriu que o candidato a governador da oposição ao PT fosse duro com seu aliado de Itapetinga tanto quanto foi com Rui Costa. “O governador tomou a posição (de exoneração) num cargo de confiança. Na hora que perde a confiança você demite”, explica.