POLÍTICA
Ataques do PCC tinham alvo poliítico, diz Alckmin à CBN


O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse hoje, em entrevista à rádio CBN, que os ataques que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) fez neste ano no Estado de São Paulo tiveram natureza político-eleitoral. "Claro que tinha natureza político-eleitoral. Isso aí não foi por acaso. Tem lógica bandido seqüestrar jornalista para pôr uma fita na televisão? O que ele ganha com isso? Claro que era uma guerra de opinião pública, para jogar a opinião pública contra o governo, com evidente objetivo de natureza político-eleitoral", afirmou. Ao ser questionado se, com a declaração, estava acusando algum partido político de participação nos ataques, Alckmin recuou. "Não (natureza) partidária, eleitoral. Claro que tem beneficiários disso", minimizou.
Em seguida, Alckmin comparou o PCC às Farc, da Colômbia. "As Farc começaram na política e migraram para o crime. No Brasil é o contrário: o crime está migrando para a política", comparou.
O candidato negou que tenha menosprezado o PCC quando governador do Estado. "Eu não tenho medo de cara feia. Crime organizado se enfrenta. Aqui não tem omissão. Nós enfrentamos essas organizações criminosas", afirmou. "O Estado foi duro, pegou os líderes do PCC e colocou em penitenciárias de segurança máxima, em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Não tem ninguém do crime organizado fora da cadeia. Está todo mundo preso. Claro que testam o governo, aprontam, fazendo terrorismo, mas fomos firmes", garantiu.
Alckmin citou ainda números que mostravam que a criminalidade caiu em São Paulo e disse que a prioridade no País é liberar os gastos com segurança pública e combater o tráfico de drogas e armas. "O governo federal tem que ter polícia de fronteira, inteligência, Polícia Federal, Exército, Marinha, Aeronáutica. É isso que eu vou fazer para combater o tráfico, a entrada da drogas e de armas", prometeu.