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Bahia projeta R$ 11 bilhões em recursos de Fundo de Financiamento

Seplan tem reunião para debater papel do estado no FNE

Cássio Moreira
Por
Bahia terá forte investimento com recursos do FNE
Bahia terá forte investimento com recursos do FNE - Foto: Valter Pontes | Secom | PMS

A Bahia projeto o valor de R$ 11 bilhões em recursos disponíveis para o estado em 2026, quantia oriunda do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O assunto foi discutido nesta terça-feira, 25, em uma reunião com representantes da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) e Francisco Alexandre, superintendente da Sudene.

Reunião aconteceu nesta terça-feira, 25
Reunião aconteceu nesta terça-feira, 25 - Foto: Lucas Silva | Seplan

A instância é responsável por discutir e consolidar a programação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), em uma agenda que reuniu, de forma virtual, representantes do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, Banco do Nordeste, entidades dos setores produtivos e gestores dos estados nordestinos, além de Minas Gerais e Espírito Santo.

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Com orçamento estimado em R$ 52,6 bilhões para 2026, o FNE poderá ampliar seu alcance e incorporar novos segmentos produtivos. A proposta será analisada pelo colegiado no dia 9 de dezembro e inclui também pautas sobre a execução orçamentária do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), previsto em R$ 1,1 bilhão para o próximo exercício.

O superintendente da Sudene destacou o papel estratégico dos fundos regionais na dinamização econômica do Nordeste. “Os fundos ampliam as possibilidades de investimento para empresários e agricultores, do micro ao grande porte. São recursos essenciais para estimular inovação, novas tecnologias e atividades que sustentam uma economia mais robusta e sustentável em nossa região”, afirmou Francisco Alexandre, que coordenou a reunião na Seplan, após participar do III Fórum Bahia–China, realizado no mesmo dia.

Segundo as projeções orçamentárias, R$ 32,5 bilhões — o equivalente a 62% do FNE — serão destinados, em 2026, a empreendimentos classificados como mini, micro, pequeno e pequeno-médio porte. Do total, R$ 25 bilhões devem atender negócios instalados no Semiárido, área prioritária de atuação da Sudene.

Amazônia Azul e Economia Criativa

Entre as novidades discutidas pelo Comitê Técnico, está a proposta de inclusão dos empreendedores da economia criativa na programação do FNE. A iniciativa contempla atividades como cultura e artes; mídia e conteúdo; tecnologia criativa; turismo criativo; e experiências culturais.

Outra proposta que recebeu parecer favorável foi a incorporação da Amazônia Azul como eixo estratégico da Sudene. A medida beneficiará diretamente empreendedores de 446 municípios da área de atuação do órgão, com foco no fortalecimento de iniciativas de baixo impacto ambiental e no estímulo às cadeias científicas, tecnológicas e econômicas relacionadas ao mar. O eixo contempla, especialmente, regiões costeiras e ribeirinhas do Nordeste e da Amazônia Legal.

Participação da Bahia

Do total de R$ 52,6 bilhões programados para 2026, o FNE prevê R$ 11 bilhões destinados à Bahia — um crescimento de 21% em relação ao previsto para este ano. Para o secretário estadual do Planejamento, Cláudio Peixoto, a ampliação dos recursos reforça a confiança no ambiente econômico do estado e evidencia a importância da integração entre financiamento e planejamento público.

“O FNE é um instrumento essencial para impulsionar o desenvolvimento integrado da Bahia. Ele amplia a capacidade de investimento em setores estratégicos, fortalece cadeias produtivas, estimula inovação e gera emprego e renda em todas as regiões. O aumento previsto para 2026 demonstra a confiança no ambiente econômico do estado. Quando articulado ao planejamento estratégico, o FNE potencializa resultados e consolida uma trajetória de crescimento sustentável e competitivo”, destacou o secretário.

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