BAHIA
De saída da UPB, Quinho faz balanço da gestão: “Anos maravilhosos"
Ex-prefeito de Belo Campo ficou à frente da instituição por dois anos
Por Lula Bonfim e Eduardo Dias

Prestes a deixar o comando da União dos Municípios da Bahia (UPB), o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD) fez uma avaliação de seu mandato à frente da instituição, que agora será presidida pelo prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB).
“Foram dois anos maravilhosos, sem dúvida nenhuma um momento ímpar para o municipalismo brasileiro. Nós tivemos a maior vitória municipalista da história do Brasil que foi a redução da alíquota do INSS patronal, de 20% para 8%. Nós tivemos a aprovação primeiro no Senado, na comissão de assuntos econômicos, depois na Câmara dos Deputados, depois nós tivemos o veto do presidente e a derrubada do veto depois”, relembrou Quinho, destacando o feito de articulação da entidade como a maior vitória do municipalismo do país.
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Quinho destacou também as tratativas em torno da reposição do ICMS que foi perdido dos municípios em 2022 e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
“Além desses feitos, nós tivemos a questão da reposição do ICMS que foi perdido dos municípios em 2022, praticamente R$ 12 bilhões da recomposição e nós fizemos essa recomposição. Tivemos a recomposição também do FPM. Nós paramos todas as prefeituras do Brasil e daí com muita sensibilidade o governo federal entendeu a necessidade que a municipalidade passava naquele momento”, afirmou.
Então, um balanço muito positivo. Tivemos outras vitórias como IBGE, ADPF que foi articulada pela UPB e que nós tivemos êxito, ações que sem dúvida nenhuma, mudaram a vida principalmente de quem mais precisa e culminou muito com um grande evento que foi o oitavo congresso de encontro de prefeitos aqui no centro de convenções, com mais de 383 municípios presentes
O agora ex-gestor da entidade também falou sobre a importância do consenso em torno do nome de Wilson para a presidência.
“Inicialmente tínhamos seis candidatos, foi afunilando, nós fomos conversando, entendendo a importância de cada candidato. Foram momentos difíceis, como foi também a minha chegada aqui na UPB, mas nós fomos conversando e afunilou para que tivéssemos dois nomes, o de Phellipe Brito, de Ituaçu, e de Wilson Cardoso, de Andaraí. Tivemos uma reunião também importante com o governador e com o secretário de Relações Institucionais, demonstrando que naquele momento o Wilson Cardoso tinha uma condição melhor de exercer a sua função, até pelo histórico de ter disputado outras eleições", disse.
A base entendeu, a base do governador que detém a maior quantidade de municípios da Bahia, entendeu que seria viável a possibilidade de fechar um acordo com o Wilson Cardoso, nós conversamos com Phellipe Brito, tivemos um café da manhã proveitoso e aí sim definiu-se para que fizesse o fortalecimento do municipalismo baiano, para que nós mostrássemos os prefeitos e prefeitas da Bahia, que era muito mais importante naquele momento, termos uma chapa única para unificar e fortalecer esta casa
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