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"Quero ultrapassar meu ex-colega, Nilo", brinca Adolfo sobre reeleição

Presidente da Alba, no entanto, reforça que não prioriza o assunto na Casa

Publicado quinta-feira, 01 de fevereiro de 2024 às 19:17 h | Autor: Gabriela Araújo e Lula Bonfim
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD)
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD) -

A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) acontece em 2025, mas o tema vem rodando a Casa desde novembro do ano passado. Isso porque, os deputados aliados ao atual chefe do legislativo, Adolfo Menezes (PSD), estão buscando viabilizar uma PEC da Reeleição para garantir a permanência do pessedista na cadeira da Alba. 

Menezes já está à frente da Casa por dois mandatos, e por essa razão, ele fica impossibilitado de tentar uma nova eleição, devido a uma alteração na lei estadual proposta pelo próprio, decretado o fim da reeleição por mais de dois mandatos. 

Durante a retomada dos trabalhos da Casa, que acontece nesta quinta-feira, 1º, Menezes afirmou que o assunto, para ele, não é considerado prioritário e contou que a pauta deverá ser reatada após o carnaval pelos parlamentares. 

“Não. Quem diz se é prioridade ou não, são os deputados. O presidente nem votar, vota. Essa iniciativa é de colegas deputados, tiveram 48 assinaturas e eu acredito que quando voltarmos, realmente, depois do carnaval vão ver qual o desejo dos deputados”, disse. 

Questionado se o seu desejo é outorgar a medida, o presidente brincou com os jornalistas e pontuou: “estou querendo ultrapassar o meu ex-colega, Marcelo Nilo (Republicanos)”. Nilo presidiu a Casa por dez anos. 

Emenda parlamentar

Na oportunidade, Adolfo Menezes (PSD), também minimizou as críticas sobre o pagamento das emendas parlamentares feitas pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O chefe do legislativo considera um avanço a destinação do recurso com a nova gestão e fez uma comparação com o governo Lula (PT).  

“Posso garantir que já avançou muito em relação ao governo do ano passado, governo Rui para o governo Jerônimo. Essas coisas [críticas] existem. Nós estamos vendo o Congresso Nacional sobre as emendas, o governo Lula precisou contingenciar R$ 5 bilhões e está lá a maior confusão. Faz parte do Parlamento”.

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