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“Recuperamos a dignidade da Fundação Palmares”, diz João Jorge

Baiano, advogado que comanda instituição listou as mudanças realizadas em sua gestão

Lula Bonfim
Por Lula Bonfim
João Jorge Rodrigues participa de discussões do G20 sobre a Cultura, no Centro de Convenções de Salvador
João Jorge Rodrigues participa de discussões do G20 sobre a Cultura, no Centro de Convenções de Salvador - Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

O presidente da Fundação Palmares, João Jorge Rodrigues, declarou nesta quarta-feira (6) que sua gestão tem recuperado a dignidade da instituição após os quatro anos de gestão de Sérgio Camargo. Segundo ele, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o órgão criado para atender à população afro-brasileira foi desmontado.

Para recuperar a Fundação Palmares, o advogado baiano fez mudanças administrativas, mas também acionou a Justiça, visando responsabilizar a gestão anterior pela destruição do órgão.

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“Já fizemos todas as ações judiciais e administrativas. Mudamos a casa da Palmares, que era na Asa Norte, Setor de Oficinas, e está agora no Setor de Autarquias Sul, com dois andares e com a biblioteca toda instalada. No prédio anterior, os banheiros estavam deteriorados. Nós que botamos ar condicionado e os funcionários iam dia sim, dia não. Agora, todos os funcionários estão no prédio novo”, enumerou João Jorge, em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE.

Ex-presidente do Olodum, João Jorge também fez questão de instalar no novo prédio um espaço cultural, nomeado Mário Gusmão, voltado não apenas para os servidores, mas para todo e qualquer cidadão que queira ter acesso ao acervo, com filmes, música e literatura.

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“Ou seja: recuperamos a dignidade da Fundação Palmares, que é o primeiro órgão criado na República para tratar dos afro-brasileiros. Quem são esses afro-brasileiros? São 102 milhões de pessoas”, afirmou o baiano.

Outro passo dado foi a reaproximação de locais históricos da luta afro-brasileira, como a antiga localização do Quilombo dos Palmares, no interior de Alagoas, e o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro. Agora, a instituição busca criar laços com comunidades africanas e afro-diaspóricas fora do Brasil, cumprindo um propósito que João Jorge reconhece ser panafricanista.

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“A Palmares voltou aos seus três principais territórios: Palmares, na Serra da Barriga; o Cais do Valongo, no prédio das docas; e, dentro de Brasília, com uma Casa da Cultura Afro, que não tinha. Fizemos uma viagem a Gana, uma viagem à Colômbia e estamos tratando com as embaixadas europeias e africanas”, contou.

“A Palmares tem um histórico panafricanista. Era assim e voltou a ser assim. Por isso, eu fui à Colômbia, que é um país afro-latino-americano, e de Gana, que é o berço desse panafricanismo. Temos boa relação com Angola, com a embaixada do Quênia, mas também com Canadá, França e a comunidade europeia como um todo. Vamos inclusive aos Estados Unidos em dezembro para uma operação de juntar os museus afrodiaspóricos, inclusive os dois que temos aqui na Bahia [Mafro e Muncab], para uma preservação da memória, mas transcontinental”, concluiu João Jorge.

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Cultura Fundação Palmares João Jorge Rodrigues

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